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novembro 21, 2016

COMO AGRADECER?

COMO AGRADECER?
Autor: Pr Flávio da Cunha Guimarães

“Em tudo dai graças, porque esta é a vontade de Deus em Cristo Jesus para convosco”, (I Tes. 5:18)
Extraído do Google Imagem: Disponível em: https://www.google.com.br/webhp?sourceid=chrome-instant&ion=1&espv=2&ie=UTF-8#q=imagem%20agradecendo. Acessado em: 21/11/2016.

Em tudo dai graças, quer dizer em tudo mesmo. Em todas as circunstâncias, incluído até mesmo as perseguições, as provações, na escassez, na fartura, na enfermidade e na saúde.

Como agradecer quando nos acidentamos? Com certeza o Senhor quer nos ensinar entre as lições que podemos aprender, a lição de sermos mais precavidos e prudentes.

Quando perdemos o emprego e a fonte de renda? Com certeza Jeová quer nos ensinar a dependermos inteiramente e totalmente em suas providências. Como agradecermos quando caímos enfermos em uma cama, ou paralisados dependendo de outrem para darem o que comer na boca, o que vestirmos, a higiene e o transporte? Com certeza Deus quer que sejamos mais humildes e mais gratos aqueles que já estenderam as mãos tantas vezes para nós e não dissemos nem um muito obrigado.

Mas a Palavra de Deus não excluiu e não isenta essas horas! Tudo é tudo mesmo!

É só pensarmos naqueles que gostariam de estar e que queriam estar em nosso lugar, ainda que passando por provações, perseguições e escassez, mas com vida, e, que não estão aqui mais entre nós.

Se devemos agradecer até mesmo os momentos difíceis, muito mais quando estamos desfrutando das bênçãos grandiosas e maravilhosas de nosso Senhor e salvador Jesus Cristo.

Devemos agradecer pelo dom da Vida! A vida além de ser uma dádiva de Deus, o mantê-la é a manifestação da misericórdia do Pai de amor. Basta alguns minutos sem oxigênio para a vida acabar, ser varrida no planeta. E isso não depende de nós, mas do Senhor que nos criou e nos sustenta.

Devemos agradecer pela salvação recebida pela graça maravilhosa e pela misericórdia grandiosa de Iavé, porque sem as três seriamos consumidos para sempre. Não custou nada para nós, pois o Senhor Jesus pagou o grande preço que nós teríamos que pagar, com o seu sacrifício na cruz do calvário, (I Cor. 6:20; 7:23; I Tim. 2:6). Salvação esta que está ao alcance de todos os seres humanos que entendem que não chegarão ao Céu se não for por Jesus Cristo (João 14:6, Atos 4:12 e I Tim. 2:5).

Para que essa salvação se torne realidade em nossas vidas, é preciso que...

(1) Bastando tão somente reconhecermos que somos pecadores. Como pecadores estamos ofendendo a santidade de Deus, desfigurando a imagem e a semelhança em que fomos criados por Ele. Reconhecermos que estamos perdidos e indo para o sofrimento eterno, daí necessitamos nos valer do sacrifício de Jesus Cristo na cruz do calvário que não tem outra finalidade, a não ser trazer-nos a salvação.

(2) Basta arrependermos de nossos pecados, não só os cometidos por ação, mas também por omissão, (Tia. 4:17), Além também do pecado original em que herdamos mediante a desobediência de Adão e Eva, o que é comprovado em (Rom. 5:12,17-18,21). Arrependimento sincero é assumirmos o propósito de não praticarmos mais tais atos.

(3) Basta confessarmos ao Senhor Jesus, de coração e com sinceridade, para obtermos o seu perdão. Confissão, é reconhecermos de verdade que pecamos e assumir o propósito de não praticarmos mais.

(4) Basta crermos no Senhor Jesus, como o único salvador, visto que foi o único que morreu crucificado para nos dar a remissão de nossos pecados, (Jo. 14:6; e I Jo. 1:7). Crer é mais que crença. Crer de acordo com a língua original do Novo Testamento é uma mudança radical na maneira de pensarmos, de agirmos e em nossas atitudes. É a metamorfose que ocorre dentro de nós.

(5) Basta aceitá-lo pela fé como nosso salvador, pois é o único intermediário entre Deus e os homens, entre os homens e Deus, como nos diz (Jo. 14:6 e I Tim. 2:5), ainda que há aqueles que querem colocar outros seres como intermediários, bem como outros meios de salvação, que a Bíblia nega e reprova. Ela apresenta somente o Filho de Deus, (At. 4:12) como salvador do mundo.

Devemos gradecer a saúde, o alimento, o sol, a noite, o dia, o calor, o frio, a água, enfim, tudo que temos que traz o equilíbrio para a vida no planeta.

Agradecermos pela família que temos! Quantos outros que não tem uma família, não tem um teto para morar!

Agradecermos pelas pessoas que Deus colocou diante de nós, as amizades que são tão salutares para o nosso viver, pois ninguém é uma ilha em meio ao oceano. Precisamos de amizades e elas devem fazer parte de nossas vidas de maneira natural.

Agradecermos a inteligência que temos, reconhecendo que ela vem do Ser mais inteligente do universo, o El Shadday, que faz o homem, o ser vivente neste plano mais inteligente, capacitado e dotado de consciência em relação aos demais seres viventes.

A maior gratidão para com o Criador é querermos viver na dependência DELE, reconhecermos que a vida só tem sentido quando Ele vive em nós. Quando vivemos com Ele, para Ele, NELE e Ele em nós. Isso por uma decisão livre e espontânea vontade nossa. A Ele toda a honra, o louvor, a glória para todo e sempre, amém!

Extraído do Google Imagens. Disponível Em: https://www.google.com.br/webhp?sourceid=chrome-instant&ion=1&espv=2&ie=UTF-8#q=imagem%20agradecendo. Acessado em: 21/11/2016.

maio 24, 2016

A DIFÍCIL ESCOLHA: MANTER A VIDA DOS BEBÊS OU PERDER A PRÓPRIA VIDA


ÊXODO 1:15-22

Pr. Flávio da Cunha Guimarães

Este post tem como público alvo: Os teólogos, os pastores, os seminaristas, os pregadores da Palavra de Deus e aqueles que gostam de ler conteúdo sobre a Palavra do Senhor.

O Egito foi governado pelos Hicsos, reis estrangeiros por mais de 300 anos e eram reis pastores semitas, bem como de outros povos. Quando os jacobitas entraram no Egito, no tempo de José, eram eles que estavam no poder e receberam os hebreus de maneira afetiva e calorosa. A expulsão dos Hicsos se deu por volta de 1580 a C, reinando em seu lugar o rei egípcio Amose I. Isso explica o porquê os egípcios não gostavam e não se misturavam com pastores, porque os pastores eram considerados abomináveis. O faraó que escravizou os hebreus e decretou a morte dos meninos, por estrangulamento ao nascerem, tarefa dada as parteiras, tudo indica que foi o faraó Seti I. O cativeiro durou entorno de 50 a 60 anos. Moisés nasceu em 1520 a C, quando a princesa que dividia o poder com o pai, por ser a filha mais velha, por nome Hatshepsut, quem adotou Moisés e que foi soberana no Egito após a morte do pai. Seti I fora o faraó da escravidão e Ramessés II o do Êxodo. Portanto, Moisés seria o herdeiro legítimo do trono do Egito, o que renunciou como nos diz (Heb. 11: 24) “Pela fé Moisés, sendo já grande, recusou ser chamado filho da filha de Faraó”.

        O REI ORDENOU, (V.15)
        ORDENOU O QUE? Que os meninos hebreus fossem estrangulados ao nascerem. Isso caracterizava o assassinato em secreto, em silêncio sem prova testemunhal. Era simplesmente o genocídio. O que é genocídio? É o crime praticado contra grupo de uma nação, étnico, racial ou religioso com a intenção de destruir o grupo total ou parcial através de homicídio causando graves lesões físicas ou mental, submetendo o grupo a se autodestruir, adotando medidas para evitar o nascimento no grupo ou forçar a transferência de crianças de um grupo para outro. Foi o que faraó fez com os hebreus. Tal atitude, tal ação nada mais é do que uma atitude satânica, mas providencial ou permitida por Deus para forçar o seu povo a desejar sair do Egito para tomar posse da terra da promessa, visto que o povo estava acomodado a situação no Egito e suas regalias.

        ORDENOU A QUEM? 



Ordenou as parteiras, (V.15), que tinham por nomes Sifrá que significa “beleza” e Puá que significa “esplendor”. Os nomes não eram hebreus, tudo indica que eram semitas, mas que foram chamadas de hebreias.


        O texto fala apenas de duas parteiras. Todavia, precisamos entender que não eram só duas parteiras para atender todas as mulheres de Israel. Em torno disso há sugestões que são:
        1 – Eram únicas, o que descartamos essa hipótese;
        2 – Que foram as únicas a desobedecerem a faraó, o que também descartamos;
        3 – As únicas em que os nomes foram lembrados; e,
        4 – Ou poderiam ser as presidentes ou chefes de uma associação de parteiras. O que parece ser mais coerente. Os comentaristas aceitam as opções 3 e 4.
         Quem desobedecia o decreto do rei, nesse caso era pena gravíssima. Portanto, era punido(a) com pena de morte, o que as parteiras estavam sujeitas e não foram porque o Senhor estava no comando de todo o processo.

        O PRIMEIRO DECRETO, (V.16)
        A ordem era matar todos os meninos que nascessem dos hebreus. Tal ordem tinha a intenção de enfraquecer e destruir o povo de Deus dentro de uma ou no máximo duas gerações. Mortes essas que poderiam ser justificadas como que o bebê nasceu morto ou que morreu ao nascer, que com tempo haveria de levantar suspeitas, de que as meninas viviam os meninos nasciam todos mortos. Ordem semelhante que encontramos de um rei no Novo Testamento, em (Mat. 2:16-18). Enquanto a execução no Novo Testamento era a espada, no Egito a morte era por estrangulamento. Morte sofrida e cruel, pois os bebês não podiam se defender, além de inocentes. As meninas ficavam vivas para uma finalidade, para serem tomadas como escravas e concubinas dos egípcios. Aqui vemos dois tipos de escravidão:
        Primeira: O trabalho forçado, sem remuneração para os homens. Segunda: A relação sexual forçada as mulheres hebreias como escravas.

        LOCAL PARA O PARTO, (V.16)
        Era em casa, visto que na língua hebraica traz a ideia literal de “duas pedras”, sobre as quais as mulheres hebreias se curvavam para dar à luz. Se pensa que as mulheres deitavam de bruços para forçar o nascimento do bebê.

        DESOBEDIÊNCIA PERIGOSA, (V.17)
        Desobedecerem ao decreto de faraó, elas corriam o perigo de vida. As parteiras tiveram que fazer uma escolha clara, entre obedecer o rei ou a Deus. Em lugar delas nós faríamos o que? Embora somos convidados a obedecerem, honrarem os governantes e autoridades civis, como vemos em (Rom. 13:1-5), todavia, quando essas autoridades se colocam no lugar de Deus ou violam mandamentos, não temos a obrigação de obedecerem, mas até de contesta-las com a Palavra do Senhor. O que os Apóstolo Pedro e João, em (At. 4:18-20), fizeram quando questionados e proibidos de pregarem, como vemos na citação acima e o texto a seguir: “E, chamando-os, disseram-lhes que absolutamente não falassem, nem ensinassem, no nome de Jesus. Respondendo, porém, Pedro e João, lhes disseram: Julgai vós se é justo, diante de Deus, ouvir-vos antes a vós do que a Deus; Porque não podemos deixar de falar do que temos visto e ouvido”. Deus sempre em primeiro lugar. Se os homens ordenam a fazermos alguma coisa que é contra à vontade de Deus, devemos desobedecer os homens para obedecer ao Senhor.

        AS PARTEIRAS DESOBEDECERAM A FARAÓ PORQUE TEMIAM A DEUS, (V.17)
        Pelo fato de temerem a Deus arriscaram a vida para obedecerem ao Senhor. A confiança em Deus era maior do que o medo para com Faraó. Daí que Deus abençoou e recompensou a fé, a confiança e os esforços das parteiras. Em lugar das parteiras, nós faríamos o que? Cumpriríamos a ordem do rei ou confiaríamos em Deus?
        Neste episódio vejo claramente o agir de Deus, colocando o temor no coração das parteiras, encorajando-as bem como na vida do povo de Deus. O Senhor abençoou, recompensou a fé, a fidelidade delas. Por isso o primeiro decreto de faraó falhou diante da fé, do temor e da obediência das parteiras a Deus, (V.17). Diante do fracasso do decreto de faraó, ela chama as parteiras para uma prestação de contas. Para uma explicação, o que vemos nos (V.18-21). A explicação das parteiras é que as mulheres hebreias eram vigorosas e vivas. Não eram como as egípcias. Poderiam estar mentindo? Sim! Por outro lado, as mulheres hebreias eram mais fortes realmente que as egípcias, por causa do estilo de vida e o esforço maior no trabalho do que as egípcias que eram recatadas. As parteiras não disseram toda a verdade, mas era parte da verdade. É preciso entender que as grávidas hebreias sabendo que as parteiras tinham ordem de faraó para matarem os bebês meninos, elas evitavam chamar as parteiras e se esforçavam para ganhar o filho sozinhas. Só chamavam as parteiras em último caso.

        APROVAÇÃO DE DEUS AS PARTEIRAS, (V.20-21)
        Deus vendo o temor das parteiras e a atitude em preservar a vida dos bebês, não só preservou a vida delas, como diz o texto que Ele fez bem a elas. Abençoou-as com casas e o povo de Deus se multiplicava. Abençoou porque elas temiam ao Senhor, eram-Lhe fieis e pelo o respeito que elas tinham pela vida como fruto da reverência a Aquele que é o doador da vida.

        O SEGUNDO DECRETO, (V.22)


        A fidelidade e a fé das parteiras para com o Senhor, em conservar a vida dos meninos, o que fez com que o primeiro decreto de faraó falhasse, forçou-o a estabelecer o segundo decreto. A uma atitude mais radical. Que todos os pais hebreus jogassem os filhos meninos recém nascidos no Rio Nilo, o que levaria a morte por afogamento ou comidos por crocodilos, o que era normal para os egípcios porque veneravam o Rio Nilo, bem como os animais como sendo sagrados, se os pais não jogassem os filhos no Rio, os soldados o faria. A coragem e a fidelidade das parteiras fez com que fosse revelada publicamente a perversidade de faraó. Desmascarou toda a obra maligna usando o rei do Egito. O que não adiantou. Quanto pior a perseguição ao povo de Deus, mais o povo crescia e se multiplicava, o que aconteceu com a igreja primitiva. A ordem e os planos de faraó nada mais eram do que os planos de Satanás, não só contra o povo de Deus, mas para que o plano da vinda do Messias não se cumprisse, o da redenção em Cristo o que não impediu. Nem faraó, nem Herodes puderam se opor ao plano de Deus para o seu povo e a salvação dos gentios.

         CONCLUINDO
         Enquanto Faraó desejava tirar a vida dos bebês masculinos, as parteiras desejavam e contribuíam para que eles vivessem. Enquanto Faraó planejava o mal para os bebês, Deus fazia o bem. Enquanto Faraó demonstrava incredulidade para com o Deus dos hebreus, as parteiras temiam o Deus Todo Poderoso. Enquanto Faraó temia perder o poder político, Deus agia politicamente correto para fazer de um povo escravo uma nação para Ele. O que motivava Faraó a decretar a matança era o medo de perder o poder, tinha ambição pelo poder; o que motivava as parteiras era a fé e o temor ao Deus Todo Poderoso.
        Que tenhamos o temor, a fé, a fidelidade e a atitude das parteiras em preservar vidas, ainda que corramos o risco de perder a nossa própria vida.

        Pr. Flávio da Cunha Guimarães

Bibliografia

1 - BOYER, Orlando S. Pequena Enciclopédia Bíblica. 7ª Ed. Editora Vida, Miami Flórida USA, 665 p.

2 - CHAMPLIN, Russell Norman. Enciclopédia de Bíblia Teologia e Filosofia. Vol. III. Ed. Hagnos, 9ª Edição, 2008, São Paulo, 935 P.

3 - COLE, R. Alan. Êxodo – Introdução e Comentário. Tradução de Carlos Oswaldo Pinto. Ed? Editoras Mundo Cristão e Vida Nova, São Paulo, 1972, 231 p.

4 - FRANCISCO, Clyde T. Introdução ao Velho Testamento. Tradução de Antônio Neves de Mesquita. 2ª Ed. Rio de Janeiro, JUERP, 1979, 288 p.

5 - GUZINK`S, David. Comentário de Êxodo 1:15-22. e-Sword-the Sword of the LORD withan electronic edge.

6 - HARRIS, R. Laird; Gleason L. Archer Junior e Bruce K. Waltke. Dicionário Internacional de Teologia do Antigo Testamento. Tradução de Márcio Loureiro Redondo; Luiz A. T. Sayão e Carlos Osvaldo C. Pinto. 2008, Ed. Vida Nova, São Paulo, 1789 p, p. 235.

7 – JUNIOR, Luder Whitlock. Bíblia de Estudo de Genebra. São Paulo e Barueri. Cultura Cristã e Sociedade Bíblica do Brasil, 1999, 1728 p.

8 - MESQUITA, Antônio Neves de. Estudo no Livro de Êxodo.
3ª Edição. Rio de Janeiro. Editora JUERP, 1971, 270 P.

9 - OLIVEIRA, Marcelo Ribeiro de. Bíblia Sagrada Versão Digital 6.7 Freewere. 2014. Disponível em: < http://www.baixaki.com.br/download/a-biblia-sagrada-versao-digital.htm>. Acesso em: 15 dez. 2014.

10 – SHEDD, Russell Philip. Bíblia Vida Nova. Traduzida por João Ferreira de Almeida. Editora: S. R. Edições Vida Nova, 2ª Ed. 1978, São Paulo.

abril 01, 2016

PASSANDO DA MORTE PARA A VIDA

PASSANDO DA MORTE PARA A VIDA

MAT. 26:20-30

        Pr Flávio da Cunha Guimarães



        INTRODUÇÃO:

        A Páscoa foi celebrada, pela primeira vez, quando o povo ainda estava no Egito, no primeiro mês do ano dos judeus, no mês de abibe ou Nisã, que corresponde aos meses de março ou abril do nosso calendário, o que ficou como data magna para tal celebração. O cordeiro de um ano, sem mancha e sem defeitos foi escolhido no dia dez do mês. Foi sacrificado ao anoitecer do dia quatorze, ao iniciar da noite. O sangue do cordeiro foi aspergido sobre os batentes e a verga da porta das casas onde se comia o cordeiro. No dia 15 começou a festa dos pães asmos e se celebrou a saído do povo de Deus do Egito. Festa essa que que era para ser celebrado todos os anos, por sete dias, terminava no dia 21, no período de lua cheia. Tempo da colheita da cevada, do linho e transbordamento do Rio Jordão, (Ex. 23:15; Dt. 16:1; Neem. 2:1; Et. 3:7; Rt. 1:22). Resta sabermos que para nós hoje, Jesus Cristo é a nossa páscoa, (I Cor. 5:7; Jo. 1:20 e I Pe. 1:19), para que o povo lembrasse da escravidão, todo o sofrimento, violência que sofrera no Egito e como o Senhor Deus libertou o povo pelo seu poder.

        Fazia-se uma refeição, sacrificando um cordeiro ou um cabrito assado, acompanhado de pães asmos, isto é, sem fermento e ervas amargas, (Boyer, p. 472).
        Era celebrada para lembrar a saída do povo apressada do Egito da escravidão.
        Para isso era tirado todo fermento do pão como sinal de purificação da podridão do pecado vivido no Egito, Mat. 16:6.

        Acontecia na virada de quinta para sexta, antes da meia noite, como ocorreu no Egito.
        Mas Jesus Cristo celebrou-a um dia antes, portanto, de quarta para quinta-feira porque sabia que no dia oficial da páscoa, Ele seria o cordeiro de Deus oferecido e sacrificado na cruz pelos nossos pecados.

        Entendendo a atitude de Jesus:

        Precisamos entender que Jesus Cristo não foi tomado a força, de surpresa para ser sacrificado, ou seja, ser crucificado, Ele se ofereceu a Si mesmo voluntariamente para morrer por nós pecadores, que não merecemos tamanho benefício, mas Ele fez tudo isso por nos amar de tal maneira, que Deus Pai deu prove de seu amor para conosco, em que Cristo morreu por nós, sendo nós ainda pecadores, (Rom. 5:8).

        A Páscoa era um momento festivo, alegre, de comemoração, de celebração ao Senhor em não aos homens.

        O que era para celebrar com grande alegria se tornou em grande, muito grande tristeza para os discípulos, para o Próprio Senhor Jesus, nos diz o Evangelho de Jesus Cristo que Mateus escreveu, (Mat. 26:37-38) Jesus sentiu uma tristeza muito grande, ao ponto de angustiar-se, que Lucas diz que o suor eram gotas de Sangue, (Luc. 22:44), porque Jesus Cristo tinha que passar por tudo isso para nos garantir a salvação eterna. Tristeza que só terminou com as aparições de Jesus depois da sua ressurreição.

        A Páscoa lembra a traição de Judas a Jesus, V.21. Tristeza para Jesus Cristo, a confirmação do que Ele já sabia, que o escolhido por Ele, a quem amava tanto o traiu se nenhuma piedade.

        Após celebrar a Páscoa com os seus discípulos, eles cantaram um hino, V.30. Portanto, tristeza não é motivo para não cantar, se assim o fosse Jesus Cristo não teria cantado com os discípulos. Ele teria suprimido essa parte da cerimônia.

        A páscoa era a festa para celebrar a vida do povo de Deus diante da tragédia da praga no Egito em que ceifou os primogênitos egípcios, salvando os primogênitos hebreus.



        A páscoa na língua hebraica que se usa a palavra (פָסַח = Pasah), significa passar por cima, saltar por cima. Para Harris, (2008), p. 1223, “Há quatro exemplos do verbo com esse uso. 1) Êxodo 12:13, ‘quando eu vir o sangue, passarei [...] por vós’. 2) Êxodo 12:23, ‘o SENHOR passará [...] aquela porta’. 3) Êxodo 12:27, ‘É o sacrifício da páscoa ao SENHOR, que passou [...] por cima das casas dos filhos de Israel’. 4) Isaías 31:5, ‘o Senhor dos exércitos protegerá [...] a Jerusalém; ele a protegerá [...] e livrará [...], e, passando [...], a salvará”.

        Por analogia:

        A páscoa é a passagem do estado de escravidão para a liberdade em Cristo, (Jo.8:36).
        É a passagem de um bando de escravos de Faraó, para a formação de uma nação livre para o Senhor Deus.
        É a passagem de uma população enorme sem esperança de um futuro melhor, para um povo cheio de esperança na concretização das promessas do Senhor Jeová para as suas vidas.
        É a passagem da morte para a vida.

        Hoje somos libertos da escravidão dos pecados para sermos livres para amarmos, adorarmos e servirmos ao Senhor. É por isso que Jesus Cristo diz em (Jo. 8:36) “Se, pois, o Filho vos libertar, verdadeiramente sereis livres”.

        Jesus Cristo é o nosso cordeiro pascoal, (Jo. 19:36 e I Cor. 5:7). Não é preciso sacrifícios e cerimonialismo para se cumprir a Páscoa. Logo, Ele foi sacrificado em nosso lugar para alimentar a nossa fome espiritual. Para nos libertar da escravidão dos pecados. Para nos dar a esperança de vida eterna. Para nos garantir a ressurreição. Para nos dar a vitória.

       Páscoa é vida! Se comemora vida! Vida em abundância. Vida eterna.

Bibliografia:

1 - BOYER, Orlando S. Pequena Enciclopédia Bíblica. 7ª Ed. Editora Vida, Miami Flórida USA, 665 p.

2 - HARRIS, R. Laird; Gleason L. Archer Junior e Bruce K. Waltke. Dicionário Internacional de Teologia do Antigo Testamento. Tradução de Márcio Loureiro Redondo; Luiz A. T. Sayão e Carlos Osvaldo C. Pinto. 2008, Ed. Vida Nova, São Paulo, 2008 p, p. 1223-1224.

3 - OLIVEIRA, Marcelo Ribeiro de. Bíblia Sagrada Versão Digital 6.7 Freewere. 2014. Disponível em: < http://www.baixaki.com.br/download/a-biblia-sagrada-versao-digital.htm>. Acesso em: 15 dez. 2014.

outubro 20, 2014

"O SEGREDO DE UMA VIDA LONGA"

             "O SEGREDO DE UMA VIDA LONGA"

            O (Sal. 90:12) nos diz: "Ensina-nos a contar os nossos dias, de tal maneira que alcancemos corações sábios".
            "Esse lembrete deveria nos levar a meditar no segredo da vida que realmente é longa: a vida eterna no céu. devemos contar os nossos dias, usando o tempo que temos nos preparativos para a eternidade. E isso, através da garantia de nossa salvação por meio da fé em Cristo e vivendo diariamente para Ele.
             Não vamos perder a vida eterna presumindo que uma vida longa aqui na terra nos dar tempo suficiente para nos prepararmos  para a eternidade. Hoje é o dia da salvação".
              Vida longa só com Jesus!

            M. R. D. Pão Nosso de Cada Dia. Tradução de Yolanda M. Krievin. Imprensa Batista Regular, São Paulo, 1990, P. 1.
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