junho 12, 2019

NÃO VEJO NADA DE MAIS

NÃO VEJO NADA DE MAIS

Não vejo nada de mais, é uma frase pequena, dita de maneira despretensiosa por nós, as vezes, sem uma reflexão, sem pensarmos também nas consequências, mas com a intensão e o objetivo, muitas vezes, para esquivarmos de respostas embaraçosas e comprometedoras diante de situações que não queremos ter posições que desagradem os ouvintes e os politicamentecorretos, todavia de grandes revelações, como por exemplo o caso de Neymar e a Najila Mendes, que não viram nada de mais em ele pagar a passagem dela, do Brasil a Paris, para terem um "causo" em um hotel naquela cidade da França. E não teria nada de mais e passaria despercebido, se ela não tivesse precisando de grana e se ela ficasse de bico calado. Mas como ele não quis pôr a grana na mão dela, ela abriu o bico, ainda que tem grandes possibilidades estar mentindo, e deu no que deu, um escândalo em que veio à tona a vida moral e particular dos dois, o jogo de interesse de ambas as partes e o que rola nos bastidores dos famosos e não famosos, em que esse caso nada mais é do que um caso de prostituição, entre tantos emeio aos famosos e não famosos. Os dois estão nessa pendenga porque estavam envolvidos em atos em que o Neymar comprara ou alugara a moral, o caráter, o corpo e o prazer que a Najila podia proporcionar e oferecer a ele. Ele podia oferecer a Najila o que ela queria, não o prazer, mas o dinheiro que estava precisando. Esse é o contexto de toda a trama que não é explorado, colocado e esclarecido, de um modo geral, por aqueles que escrevem sobre tais fatos. Por que? Por que alugar o corpo ou vender o prazer, que caracteriza prostituição, é apenas mais um caso entre milhares de outros que são vistos de maneira tão normal, tão natural que passam despercebidos nos relatos da mídia, em geral, e que a maioria de nós está envolvida e que nada temos contra a prostituição, até saímos em defesa que é uma profissão como engenheiro, médico e etc.

O tema acima: Não vejo nada de mais, é usado por aqueles que quando estão diante de assuntos ou práticas duvidosas, polêmicas e controversas, que é o caso do Neymar e Najila, que envolve e demanda a ética, a moral, a cultura, os costumes, o comportamento, a religiosidade, a fé e os ensinamentos bíblicos, que como cristãos que somos, temos que ter ou assumirmos posição favorável ou contrária, mas que saímos pela tangente, as vezes: Não vejo nada demais, o que pode ser chamado de “o politicamente correto”.

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De vez enquanto estamos diante de assuntos e acontecimentos como os citados acima, que colocam a fé de outros e nossa a prova, o nosso testemunho e a nossa vida cristã em cheque, visto que dependendo da posição que tomamos poderá causar escândalo, censura ou até revolta a aqueles que estão ao nosso redor, mas que temos que dar um parecer, uma resposta e é aí que dizemos: Não vejo nada de Mais, não querendo assumir posição, entretanto assumindo, visto que a neutralidade é praticamente impossível. É o que estamos fazendo neste post, assumindo posição e afirmando que o caso de Neymar e Najila é prostituição, é questão moral e é vexatório com a exposição da vida particular deles em público. Ao afirmarmos que não vemos nada demais diante de práticas duvidosas e erradas, estamos dando sinal verde para as pessoas continuarem no erro sem nenhum problema. De maneira que, se é pecado ou crime, nós somos coparticipantes de seu pecado e de seu crime. Ao dizer que não vemos nada demais, estamos dizendo que faremos o que as pessoas fazem, ou que concordamos com o que fazem ou pretendem fazer. Sabemos, entretanto, que o certo e o errado dependerá de ponto de vista, cultura, costumes e religiosidade de cada povo. Mas o certo ou errado não podem ser medidos somente pelo ponto de vista, cultura, costumes e religiosidade, mas por outro parâmetro mas seguro para sabermos se determinada ação ou atitude é certa ou errada, esse parâmetro tem que ser a Bíblia, a Palavra de Deus.

ASSUMINDO POSIÇÃO

No caso de pessoas estando com dúvidas e precisando ser direcionadas ou orientadas, o orientador é preciso ter posição definida para não gerar mais dúvida. Em sendo os casos de pecado e crime, orientando de maneira equivocada, seremos coparticipantes de pecado e do crime do orientado. A respeito disso será muito bom dar uma lida e analisar o texto de Romanos 2:5-9,12. O errar, ainda que seja por desconhecimento, não fará qualquer pessoa inocente diante do Senhor Deus, visto que a sua Palavra está disponível para toda a raça humana. Ao afirmarmos que não vemos nada demais, em havendo erro e persistindo nele, estamos angariando o juízo de Deus sobre nós também e estamos induzindo a pessoa a continuar no erro e estamos exercendo o juízo sobre os que pensam de maneira contrária. Os que afirmam que não veem nada demais em atitudes comprometedoras, geralmente são pessoas de ética frágil e relativa, de princípios morais bastante flexíveis e relativos. E em sendo a pessoa cristã, o seu testemunho não é comprometedor e duvidoso.

Têm aquelas pessoas que não veem nada demais, em certas práticas duvidosas, não porque tem plena convicção e consciência que não há nenhum erro, mas porque “todo mundo faz”. A convicção ou justificativa para fazer, está no pressuposto, todo mundo faz. Se todo mundo faz podemos fazer. Esse é o parâmetro. Mas será que esse parâmetro serve realmente? Ou ainda porque falta um conhecimento dos ensinamentos da Palavra de Deus e uma experiência mais profunda com o Senhor Jesus. Poderíamos chamar essa pessoa de “Maria vai com as outras”? Em muitos, casos na Bíblia, todo mundo estava fazendo e todo mundo pagou o preço e se ferrou porque todo mundo estava errado. É o caso da escravidão na Babilônia.

O nosso parâmetro, do que é certo ou errado, do que pode ou não pode fazer e do que é permitido ou proibido, não é porque todo mundo faz e nem os parâmetros da sociedade, nem mesmo a nossa consciência ou porque somos sinceros no que fazemos, pois isso é muito perigoso e relativo! Diz a Palavra de Deus em I João 5:19, que o mundo está no maligno. Logo, o que todo mundo faz poderá ser prática maligna e não divina. Não pode ser a consciência porque ela tem muito a ver com a cultura e costumes na sociedade em que vivemos; daí que a consciência também não é segura como parâmetro. Se o mundo está no maligno, isto é, fazendo a sua vontade, logo, a sociedade está condicionada a pensar, a comportar-se e agir de acordo com os parâmetros de Satanás. Daí depreende-se que fazer o que todo mundo faz, é perigoso para um cristão, visto que corre o risco de estar fazendo a vontade do Diabo e não a do Senhor Deus. O manual do cristão, portanto, não pode ser o que todo mundo faz, a história e o que a sociedade faz e tolera, mas o nosso manual tem que ser a consciência cristã firmada na Palavra de Deus, o que mesmo assim poderá falhar, pois depende como compreende e interpreta a Palavra do Senhor. Mesmo assim tem que ter cuidado, visto que a consciência sem a orientação da Bíblia fica cauterizada, I Timóteo 4:2. Este texto na língua original, o grego, aponta para a mente ou a consciência que foi marcada como se marca o ferro. Para se marcar o ferro há todo um processo. A consciência cauterizada é a mesma coisa. É através de processo também e na convivência com as coisas erradas, mentirosas e falsas, sendo repetidas aos ouvidos até forma o juízo interno. Não é por acaso a insistência da TV brasileira em divulgar e defender o movimento LGBT e tantas outras ideologias.

OS ENSINAMENTOS CONTRÁRIOS AO DO SENHOR

Os ensinamentos contrários aos ensinamentos do Senhor Deus, em sua Palavra, são martelados aos ouvidos, na mente e diante dos olhos pela mídia brasileira, com as devidas exceções de algumas programações, até fazerem a mente insensível as coisas divinas e certas, e sensíveis ao erro ou ideologia que querem fazer ser a verdade. A mente e a consciência que convivem com o erro, com ideologia, com a mentira, com a falsidade e com comportamento inadequado, acostuma-se com a perversidade e com a violência, que com tempo já não distingue mais o bem do mal, o certo do errado e o falso do verdadeiro, se pondo a serviço de Satanás, as vezes e se doando a ele, daí Satanás tornando-se proprietário e condutor dessas pessoas. Uma mente e consciência cauterizadas, elas são acompanhadas pela hipocrisia e mentiras.

HIPOCRISIA E MENTIRA

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Disponível em: https://www.google.com/search?newwindow=1&biw=1366&bih=576&tbm=isch&sa=1&ei=3fsAXbPvPIHX5OUPv9Sr2A0&q Acessado em 12/06/2019

Hipócrita é aquela pessoa fingida, que assume a personalidade falsa e torna-se ator, que no Novo Testamento é aquela pessoa que aceita o fraude moral ou religioso como sendo verdade. Já a mentira tem como característica enganar e ludibriar de maneira intencional, o que tem a ver com as verdades religiosas e divinas, distorcendo-as para benefícios próprios. Portanto, o não ver nada demais nas atitudes, comportamento e em afirmações, poderá estar distorcendo as verdade básicas de uma sociedade, levando-a a derrota moral, social, econômica e espiritual.

QUANDO É QUE DESCOBRIMOS O NOSSO ERRO?

Usaremos o exemplo do Apóstolo Paulo em que era muito sincero e de uma consciência religiosamente apurada antes de sua conversão a Cristo no caminho de Damasco, Atos 9. Apesar de sua consciência não o acusar de erro algum, em perseguir e matar os cristãos, o que ele só descobriu que estava redondamente errado, quando encontrou o Senhor Jesus no caminho para Damasco e teve a sua vida regenerada que foi entender o quanto estava errado. Talvez ele tenha dito para as demais autoridades judaicas: “Não vejo nada de mais em perseguir e matar os cristãos”. Ele tinha orgulho de suas verdades religiosas, o que diz em Filipenses 3:4-9, todavia, ele considerou toda essa verdade de antes de conhecer a Jesus Cristo como esterco ou refugo, que na língua original é fezes. Portanto, a nossa consciência tem que ser condicionada, para ser verdadeira, aos ensinamentos, as verdades e aos princípios da Bíblia.

NÃO VEJO NADA DE MAIS

1 – Foi o que aconteceu no Jardim do Éden. Adão e Eva não viram nada de mais em desobedecerem a ordem do Senhor. Em outras palavras, o Diabo disse a Eva: Não vejo nada de mais você comer do fruto que o Senhor Deus proibiu e ser igual a Ele. Eva deve ter pensado: Não vejo nada demais em comer e a tonta comeu, Gênesis 3:6. O não vejo nada demais de Eva deu no que deu. Toda a raça humana pecadora, adoecendo, morrendo e infeliz, mas esse não era o plano do Senhor para o ser humano.

2 – A sociedade de Sodoma e Gomorra não via nada de mais na prática da violência brutal, na depravação sexual de homem com homem, mulher com mulher, o homossexualismo, a prostituição e homens com animais, Gênesis 19:5-13, e no que deu? As duas cidades foram destruídas do mapa e em seus lugares lá está o Mar Morto como testemunho da ação de Deus reprovando tais atitudes que aceitavam como não vendo nada demais!

3 – O Rei Davi não viu nada de mais em ver a mulher de Urias peladona, tomando banho no terraço de sua casa. Que mulher descuidada e que rei mulherengo! O rei viu Bate-Seba, cobiçou-a, mandou busca-la, adulterou com ela e mandou matar o seu marido para encobrir o seu pecado e sua imoralidade. Ele não viu nada demais em fazer isso! E no que deu? Viu Deus reprovando e avisando o que aconteceria futuramente em sua casa, o que de fato aconteceu. Sua filha, Tamar, violentada sexualmente pelo próprio meio irmão, Amnon. Amnon não via nada demais em estuprar a própria meia irmã. O rei viu a violência dentro de sua casa, em que o seu filho Absalão matou o irmão, Amnon. Absalão não viu nada demais em matar seu irmão, afinal, estava em defesa da honra de sua irmã. Davi viu o filho, Absalão, se relacionando sexualmente com as concubinas do pai. Absalão não via nada em desrespeitar o pai. Viu o filho, Absalão, querendo tomar o poder e matar o pai. Absalão não via nada demais em fazer isso, II Samuel a partir do capitulo 11.

4 – O rei Salomão não via nada de mais em colocar, um altar para cada ídolo, para agradar suas 700 mulheres e 300 concubinas, I Reis 11:3-4, 7-8. Vejamos no que deu. O povo já sendo inclinado para a idolatria, com o não vendo nada demais de Salomão, o Templo do Senhor, as casas, os montes e a nação de Israel ficou empesteada de deuses afrontando o Senhor criador dos Céus e terra.

5 – De igual modo o povo judeu não via nada de mais em abandonar o único Deus de seus pais e abraçar a o culto aos deuses, escravizar os compatriotas, ser injusto para com os irmãos de pátria e explora-los financeiramente, perverter a família casando com estrangeiros e aí deu no que deu, 70 anos de escravidão na Babilônia. Trazendo esse princípio para a nossa realidade, os políticos brasileiros não veem nada demais em ganhar uma porcentagemzinha nas obras superfaturadas! Em pedirem um dinheirama para as empresas e industrias, para suas campanhas eleitorais e ficarem comprometidos moralmente com os empresários! O que deu? Deu-se em investigações, processos, condenações e em prisões, se é que ficarão presos realmente. E você e eu enojados com tudo isso pagando a conta!

6 – Os motoristas brasileiros não veem nada de mais em beberem uma cervejinha, uma caipirinha e dirigirem os seus carros, matando 40 mil pessoas em acidentes por ano, dados atualizados em 19 JUN 2018. Autoria: Terra, Disponível em: https://www.terra.com.br/noticias/brasil/cidades/apos-dez-anos-de-lei-seca-mortes-no-transito-ainda-preocupam,bedbd3c3f05bc1e37d3f7e97d66675ebfkq2sy1u.html Acessado em: 09/06/2019.

7 – Os bandidos e traficantes não veem nada de mais em mandar balas nas quadrilhas rivais e nos policiais, em que só em 2018 até setembro, já eram mais de 115 mortos no RJ. Fonte: https://noticias.band.uol.com.br/jornaldaband/videos/16532249/postos-de-saude-fazem-dia-d-de-imunizacao-no-sabado.html Acessado em: 01/09/2018 Por que? Por que oferecem ameaças para os bandidos e para não atrapalharem...

8 – Os maridos e ex-maridos, os amantes e ex-amantes, os namorados e ex-namorados não veem nada de mais em matar as mulheres que não concordam com o tratamento que recebem e não querem mais viver com bruta montes. São 12 mulheres mortas e 135 estupros por dia em nosso país. Fonte: https://www1.folha.uol.com.br/cotidiano/2017/10/1931609-brasil-registrou-135-estupros-e-12-assassinatos-de-mulheres-por-dia-em-2016.shtml Acessado em: 01/09/2018.

Não ver nada de mais nessa quantidade de mortes em nosso país é um absurdo! Não sei qual é a sua posição, a minha é que vejo demais esses números absurdos das estatísticas. Não ver nada demais em muitos casos, é muitas vezes se omitir e se acovardar diante de fatos inegáveis! É preciso redirecionar a maneira de pensar de nosso povo que não vê nada demais em tantas ações que contribuem diretamente para tantas mazelas entre o nosso povo.

O QUE DIZER DE MEMBROS DE IGREJA

Membros de igrejas que não veem nada de mais, em prometer a Deus e ao mundo e não cumprir. Nunca mais farei isso ou aquilo e volta a fazer. Não vê nada demais em tomar uma cervejinha, uma cachacinha e uma caipirinha, em pular uma cerca e adulterar, em pular na festa da carne, em imitar as festas juninas dentro dos templos. É por isso que católicos e pentecostais dizem que as igrejas em que seus membros acham que não há nada demais fazer o que o mundo faz, são a mesma coisa que os católicos! Foi não vendo nada demais que milhares tomaram o primeiro gole e hoje são beberrões viciados dando muito, mais muito trabalho e tristeza para os familiares! Deram uma baforada no cigarro de tabaco, de maconha e hoje são viciados inveterados! Deram a primeira pitada em um cachimbo com a pedrinha de craque e estão andando pelas ruas como zumbis! Deram uma cheirada em um pó branquinho parecido com bicarbonato e hoje estão viciados em cocaína, matando, morrendo e desgraçando a vida de meio mundo! Não deixe que sua consciência, mente e coração enganem você nem ensine o que é errado para os outros. Pergunte ao Senhor Jesus Cristo se Ele faria o que fazemos achando que não há nada demais e tente imaginar a resposta? Enquanto os cristão não veem nada demais no que os ímpios fazem e querem fazer e estão fazendo iguais, o Diabo está deitando e rolando nas vidas, nas famílias e nas igrejas desses cristãos!


BIBLIOGRAFIA

1 - BOYER, Orlando S. Pequena Enciclopédia Bíblica. 7ª Ed. Editora Vida, Miami Flórida USA, 665 p.

2 - BROWN, Colin. O Novo Dicionário Internacional de Teologia do Novo Testamento. Trad. de Gordon Chown. 1ª Ed. 4 Vol., São Paulo, ed. Sociedade Religiosa Edições Vida Nova, 1982.

3 - JUNIOR, Luder Whitlock. Bíblia de Estudo de Genebra. São Paulo e Barueri. Cultura Cristã e Sociedade Bíblica do Brasil, 1999, 1728 p.

4 - OLIVEIRA, Marcelo Ribeiro de. Bíblia Sagrada Versão Digital 6.7 Freewere. 2014. Disponível em: . Acesso em: 15 dez. 2014.

5 - RIENECKER, Fritz e Cleon Rogers. Chave Linguística do Novo Testamento Grego. Trad. De Gordon Chown e Júlio Paulo T. Zabatiero. 1985, Ed. Sociedade Religiosa Edições Vida Nova, São Paulo, 639 p.

6 - SHEDD, Russell Philip. Bíblia Vida Nova. Traduzida por João Ferreira de Almeida. Editora: S. R. Edições Vida Nova, 2ª Ed. São Paulo, 1978, A T 929 p.

maio 14, 2019

POR QUE GEMEMOS?

POR QUE GEMEMOS?

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Acessado em: 14/05/2019

O gemido é a linguagem universal para os mais variados tipos de sofrimentos, bom como as palavras ranger de dentes e o ai. Por trás do gemido, do ranger de dentes e ai está a dor física causada pelas enfermidades e acidentes, bem como os gemidos, o ranger de dentes e os ais da alma causados pela tristeza e angústia, como consequência do sofrimento próprio ou de terceiros. As mães, por exemplo, sofrem e gemem na alma, em silêncio às vezes, por causa dos filhos dominados e mergulhados nos vícios, principalmente nas drogas. Mas há também os gemidos provocados pelo prazer, o orgasmo. Portanto, há os gemidos provocados pela dor e também pelo o prazer, este último não é o nosso objetivo para este post. O que a Bíblia fala de gemidos? Ela fala em vários textos em diversas situações, o que veremos a seguir.

Por que gememos?

Gememos por que adoecemos e sofremos. A pergunta lógica a seguir seria a seguinte: Por que adoecemos? Adoecemos por “N” razões. Porque somos humanos, somos seres viventes, pecadores e o pecado concebe o mal e a morte. Fazemos escolhas erradas na vida, insistimos em práticas que são proibidas e em atitudes inconvenientes para o bem-viver.

Os gemidos são resultados de sofrimento diante da dor física e da alma, como o sofrimento pós morte de um ente querido que podem ser acompanhados de lágrimas. Todavia, a Bíblia fala do sofrimento, pós morte, para os perdidos sem salvação, por escolherem ignorar a Deus enquanto aqui viveram e não quiseram dar glórias a Ele, que é o sofrimento no Inferno, o que muitos não creem nem na existência dele, por isso não sabem que lá haverá ranger de dentes, Mat. 8:12; 13:42 e 22:13. Os humanos gemeram, gemem e gemerão eternamente.

Há pelo menos 22 textos na Bíblia, de Êxodo ao Apocalipse, que falam de gemidos em situações diversas. O gemido do povo de Deus no Egito diante do trabalho forçado, excessivo e espancamentos sofridos pelos capatazes de Faraó e diante da vergonha e sofrimento na escravidão na Babilônia no sexto e quinto séculos a C. Fala do gemido de Jó em sua enfermidade e na dor de perder a família em peso. O gemido pela culpa e peso de consciência diante dos erros e pecados cometidos que o caso do salmista. O gemido dos pastores diante da incredulidade, apostasia e falta de amor das ovelhas para com os pastores na liderança das igrejas. E o gemido do Espírito Santo ao interceder pelos pecadores diante de Deus Pai.

Os gemidos podem ser provocados por fatores internos ou externos. Internos e externos simultaneamente diante de ações que a pessoa é ativa ou passiva.

FATORES INTERNOS ATIVOS:

Nós como sujeitos ativos provocadores da ação, tanto em nós mesmos como em outrem, que levam-nos aos gemidos em que procuramos com as nossas próprias mãos. O que podemos chamá-los de voluntários ou involuntários. Conscientes ou inconscientes. Intencional ou não intencional. Tendo conhecimento ou por ignorância, mas que as motivações, às vezes são os ressentimentos, ódio e vingança são. Sofrimentos e gemidos que nós angariamos, permitimos e deixamos fazer parte de nossas vidas, por causa de nossas ações, decisões e escolhas erradas, ou na falta delas. Sofrimentos e gemidos por causa de nossos pecados, erros, decisões impensadas, precipitadas, loucas que tomamos na vida. E quantas decisões erradas tomamos na vida por teimosia, rebeldia sem causa, orgulho, desobediência e por falta de humildade! Quantas decisões que nos levam a tomarmos outras decisões para consertarmos as anteriores, que são difíceis de serem tomadas, entretanto, necessárias para interrompermos os sofrimentos e gemidos das decisões erradas iniciais, todavia, não livram-nos da dor e dos gemidos e suas consequências. Podendo, apenas, interromper os gemidos iniciais para que não eternizem em nossas vidas. Por exemplo: A decisão de casarmos com a pessoa errada que nos faz sofrer e gemermos longos anos e como pessoas sofrem e gemem em casamentos desastrosos! Depois as pessoas tomam as decisões de separarem para corrigirem as decisões erradas lá atrás! São decisões difíceis, que interrompem os gemidos iniciais, mas que podem produzir sofrimentos e gemidos pelo resto da vida em si mesmos e nos filhos, pais e familiares.

Quanto sofrimento, dor, peso de consciência, gemidos por decisões e coisas erradas que fizemos e estamos fazendo, ou porque deixamos de fazer? Mas que poderíamos evitar! É o caso do texto de Deut. 30:15,19: “Vês aqui, hoje te tenho proposto a vida e a morte, o bem e o mal; (ordem mudada por nós); [...] Os céus e a terra tomo hoje por testemunhas contra vós, de que te tenho proposto a vida e a morte, a bênção e a maldição; escolhe pois a vida, para que vivas, tu e a tua descendência”.

O que o povo chamado de Deus escolheu diante da proposta do Senhor acima, que trouxe sofrimento, gemidos, maldição e morte? O povo escolheu abandonar a Jeová, os seus mandamentos, seus estatutos, ser desobediente e rebelde sem causa. Escolheu o mal, a maldição, a morte e a disciplina de Deus! Ao escolher o mal, a maldição, a morte e a disciplina do Senhor, o povo estava escolhendo a dor, o sofrimento e o gemer!

Mas poderia ter escolhido a bênção e a vida. Teve a oportunidade de escolher o certo. Foi proposto pelo Próprio Deus o certo e o melhor. Se tivesse feito a escolha certa, não teria sofrido e gemido nas escravidões para que fosse corrigido! Não teria se afastado da presença do Senhor, suas vidas, e ficado sem a proteção de Deus. Vejamos o que o Senhor Deus diz ao profeta Isaías 66: 4,24, mais tarde acerca de seu povo. “Também eu escolherei as suas calamidades, farei vir sobre eles os seus temores; porquanto clamei e ninguém respondeu, falei e não escutaram; mas fizeram o que era mau aos meus olhos, e escolheram aquilo em que eu não tinha prazer. [...] E sairão, e verão os cadáveres dos homens que prevaricaram contra mim; porque o seu verme nunca morrerá, nem o seu fogo se apagará; e serão um horror a toda a carne”.

É um texto de relato muito forte e mensagem pesada. O texto fala do juízo de Deus. Se estavam debaixo do juízo de Deus é porque cometera alguma falta ou pecado. O texto fala de fogo. Fogo no hebraico, diz Harris, (2008), p. 772, (לָהַט – LAHAT), tem o sentido de queimar literalmente e descreve o juízo divino, dependendo do contexto bíblico. O significado é o mesmo tanto na língua acadiana como no aramaico. Esta última, o sentido é queimar totalmente.

Crabtree, Vol. II, (1967), p. 396, afirma que essa palavra se refere aos apóstatas, aos infiéis, aos rebeldes sem causa, aos que escolheram não ser salvos porque resistiam, resistem e resistirão as revelações das verdades divinas, esses enfrentarão a justiça, o juízo e o julgamento do Deus justo, o que é confirmado em Jer. 7:31; Dan. 12:2 e Mar. 9:47-49.

Se não houver conversão, não há outra alternativa para tal espécie de pessoas, a não ser o juízo condenatório do Senhor. É por isso que Jeová espera, sem se cansar, pelo o arrependimento dos pecadores não redimidos pelo sangue do cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo, Isaías 66:22-24 e João 1:29. Em não havendo arrependimento, não há salvação para o pedido e não havendo salvação, haverá condenação e sofrimento eterno. Em sendo condenado, ele(a) perde direitos. Quais direitos?

1 – O direito de ir e vir – a liberdade de certas decisões por si mesmo. 2 – O direito de gozar do melhor que a vida lhe possa oferecer, liberdade. 3 – O direito de uma vida digna, em pleno gozo de todos os direitos que ela lhe garante. E 4 – Perde o direito de uma assistência divina que lhe assegure a proteção.

O condenado fica um tanto abandonado como consequência de seu isolamento de Deus, porque Deus não abandona ninguém. Nós é que o abandonamos! Quando clamamos a Ele, Ele nos ouve. O Senhor ouviu o clamor do povo e foi ao se encontro para socorrê-lo. Javé lutou pelo seu povo que gemia. Providenciou a libertação e uma libertação grandiosa.

DEUS É O MESMO!

De igual modo, Deus está ouvindo o nosso clamor! Se não está ouvindo, talvez seja porque nós não estamos clamando. Clame ao Senhor! Deus está lutando por nós! Deus está providenciando socorro, ainda que não vemos e nem percebemos! Nós não estamos só!

Quando escolhemos o certo, a possibilidade de sofrimento e de gemermos é muito, mas muito menor! O que é certo? O certo para a sociedade moderna é bastante relativo, pois depende de raça, costumes, cultura, práticas e religiosidade. Mas uma coisa não podemos negar o certo é sempre do ponto de vista de Deus e nunca do homem. Dica o certo é não fazermos as mesmas escolhas que o povo de Israel fez e que o povo hoje está fazendo, ignorando a Deus, sua vontade e sua Palavra. As pessoas, em nossos dias, estão escolhendo mal e errados, por não escolherem a salvação em Jesus. Essa reflexão é para que você não escolha o sofrimento e os gemidos!

AINDA FALANDO DE FATORES SIMULTÂNEOS:

Fatores voluntários e involuntários. Conscientes e inconscientes. Intencionais e não intencionais. Em pleno conhecimento e por ignorância. Ativos e passivos. Dentro dessa linha de pensamento:

1 – Podemos citar os acidentes de carros para ilustrarmos isso. Ninguém bete o carro porque quer. Mas assume o risco dependendo de como está dirigindo. Neste caso: Queremos cometer o acidente? Não! Então ele é involuntário. Tínhamos consciência ao provocarmos o acidente? Nem sempre! Então foi inconsciente. Foi intencional, de propósito? Não! Então não foi intencional. Sabíamos e tínhamos conhecimento que íamos cometer o acidente? Não! Então foi por ignorância? Talvez! Pode acontecer por falta de manutenção e revisão do veículo. Por falta de atenção e imprudência do motorista! Daí depreende-se que quem comente o acidente, pratica e sofre a ação? Sim! Então a pessoa é ativa e passiva. Sofrerá e causará a dor, os sofrimentos e os gemidos.

2 – Podemos considerar também que os sofrimentos e gemidos podem ser o resultado de ação tanto passiva como ativa, dependo de escolhas pessoais ou escolhas de outrem. Quando deixamos de escolher, de fazermos o que é certo e o que tem que ser feito, como ficou dito acima, é uma ação ativa e passiva. A ação passiva é quando alguém impõe o sofrimento e os gemidos sobre nós. Ou quando sabemos o que fazer, mas não fazemos e daí vem as consequências. Diz Harris, (2008), p. 1442, quando se rejeita deliberadamente a Deus, Isaías 1:14, para dar lugar a sua própria vontade, que poderá ser a vontade do adversário, abre-se portas para todos os tipos de pecados, fazendo com que os corações perversos e criminosos pratiquem crimes contra si mesmos.

3 – Podemos citar, ainda, a eternidade com ou sem Deus. A Bíblia é muito clara ao falar do Inferno como o lugar onde haverá gemidos das almas e ranger de dentes, e ninguém os ouvirá! Mat. 13:42, 51 e Luc. 13:28. Ninguém poderá fazer nada! Lugar onde não poderá tomar decisões em prol de si mesmo ou de alguém! Onde o arrependimento será tarde demais! Mar. 2:17 e Heb. 12:17. Estes textos falam do Inferno como lugar de choro, ranger de dentes, de dor e gemidos Heb. 12:17. Já os textos de Marcos 9:43,48 e Lucas 16:24 dizem que o Inferno é lugar de fogo que nunca se apaga. Que a alma humana não morre e que é lugar de tormento. Isaías 38:18-19 diz que os mortos não louvarão, não glorificarão ao Senhor e não tem mais esperança alguma. E que a descoberta da verdade quando estiver no sofrimento de nada adianta mais, Lucas 16:23-24,27-28. Os mortos não louvam. O louvor é para os que estão vivos. Para isso o louvor após a morte haverá a ressurreição, Isaías 38:18 e Apocalipse 20:6.

FATORES EXTERNOS:

Por que gememos? Porque sofremos a ação. Esse gemido não depende do nosso querer. Querendo ou não, todos nós havemos de gemer um dia, nesta vida aqui ou na futura. Os gemidos podem ser impostos pelos outros, por nós mesmos em nossas más escolhas ou até mesmo por Deus. Por exemplo: O trabalho pesado e forçado do povo como escravos no Egito, diz o texto de Êxodo 3:7, que o povo gemia no Egito. Gemido esse, imposto pelos outros, pelos homens, os feitores de faraó. O texto logo acima fala de gemido com intensidade. Este mesmo texto tem uma expressão, no hebraico, para gemido, (אֵיד - `êd), que significa calamidade, destruição, desastre, aflição, tribulação, terror e perigo. E era exatamente o que estava acontecendo com o povo de Deus no Egito. Portanto, não era para menos os gemidos! Logo, se o povo estava gemendo é porque havia motivos. Os gemidos podem ser por dor física ou mental. Audível ou silenciosa que é o gemido da alma. E quantos que gemem em silêncio? Os gemidos podem ser pessoais, individuais, coletivos em toda uma cidade ou em situação nacional. É o que diz Ezequiel 23:33: “De embriaguez e de dor te encherás; o cálice de tua irmã Samaria é cálice de espanto e de assolação”. O povo judeu, como nação, sofreu na escravidão em Babilônia, a nível pessoal, individual coletivo e nacional e é o caso do povo brasileiro nos últimos anos.

E PORQUE SOFREU?

Não era intenção e o querer do povo sofrer, mas sofreu e gemeu porque foi ignorante e ignorou os avisos do Senhor. Embora o Senhor Deus não queria ver o povo sofrer, gemer e ser destruído, porque Ele Deus, entristece também, não tinha prazer em fazer o seu povo sofrer, em permitir o povo passar por toda aquela calamidade, mas não havia outro meio de corrigir e curar o seu povo da idolatria, a não ser através do sofrimento e o gemer. Mas saibamos de uma coisa: Deus não tem prazer em nosso sofrimento. Senão, vejamos o que nos diz Ezequiel 18:32: "Porque não tenho prazer na morte do que morre, diz o Senhor DEUS; convertei-vos, pois, e vivei”. Ezequiel 33:11: "Dize-lhes: Vivo eu, diz o Senhor DEUS, que não tenho prazer na morte do ímpio, mas em que o ímpio se converta do seu caminho, e viva. Convertei-vos, convertei-vos dos vossos maus caminhos; pois, por que razão morrereis, ó casa de Israel?"

Se deus não tem prazer em nosso sofrimento, por que Ele deixa-nos sofrer? Por qual motivo? Por qual razão? Por algumas principais:

1 – Porque Ele respeita o nosso livre arbítrio em tomarmos as nossas decisões, ainda que erradas e nos trazem os gemidos; 2 – É uma das formas que Ele usa para nos disciplinar e corrigir diante de nossa incredulidade, teimosia e rebeldia sem causa; e, 3 – É através do sofrimento, da dor e dos gemidos que a maioria de nós nos achegamos ao Senhor Deus para O buscar e termos comunhão com Ele.

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Acessada em: 14/05/2019

Se Deus ao ver o seu povo sofrendo e gemendo, no Egito, foi em socorro dele. Se vendo o seu povo, mais uma vez, em sofrimento e gemendo na Babilônia, prometeu o alívio ao trazer o povo de volta a sua terra, a sorrir, a cantar e se alegrar, o que de fato aconteceu, setenta anos depois que fora para aquele país, retornando a sua terra natal... Se o Senhor vendo a humanidade, perdida em seus pecados, compadeceu dela enviando seu Filho Único para morrer na cruz do Calvário, para livrar os que são salvos dos horrores do tormento eterno, onde haverá lágrimas e ranger de dentes... E se o Senhor prometeu o consolo, como lemos a seguir: "E eu rogarei ao Pai, e ele vos dará outro Consolador, para que fique convosco para sempre" (João 14:16); "Mas aquele Consolador, o Espírito Santo, que o Pai enviará em meu nome, esse vos ensinará todas as coisas, e vos fará lembrar de tudo quanto vos tenho dito." (João 14:26) e II Corintios 1:5-7 "Porque, como as aflições de Cristo são abundantes em nós, assim também é abundante a nossa consolação por meio de Cristo. Mas, se somos atribulados, é para vossa consolação e salvação; ou, se somos consolados, para vossa consolação e salvação é, a qual se opera suportando com paciência as mesmas aflições que nós também padecemos; E a nossa esperança acerca de vós é firme, sabendo que, como sois participantes das aflições, assim o sereis também da consolação", por que não acreditarmos que o Senhor consolará a todos os que sofrem, tem dor e gemem em nossos dias?!. Portanto, não tomemos decisões antes de consultarmos o Senhor se está certo ou errado e que façam a nós sofrermos, termos dor e gemermos.

BIBLIOGRAFIA


1 - CRABTRE, A. R. A profecia de Isdaías, Vol. II, Ed. Casa Publicadora Batista, 1ª Ed.Rio de Janeiro, 1967, 396 p.

2 - HARRIS, R. Laird; Gleason L. Archer Junior e Bruce K. Waltke. Dicionário Internacional de Teologia do Antigo Testamento. Tradução de Márcio Loureiro Redondo; Luiz A. T. Sayão e Carlos Osvaldo C. Pinto. 2008, Ed. Vida Nova, São Paulo, 1789 p.

3 - JUNIOR, Luder Whitlock. Bíblia de Estudo de Genebra. São Paulo e Barueri. Cultura Cristã e Sociedade Bíblica do Brasil, 1999, 1728 p.

4 - OLIVEIRA, Marcelo Ribeiro de. Bíblia Sagrada Versão Digital 6.7 Freewere. 2014. Disponível em: . Acesso em: 15 dez. 2014.

5 - SHEDD, Russell Philip. Bíblia Vida Nova. Traduzida por João Ferreira de Almeida. Editora: S. R. Edições Vida Nova, 2ª Ed. São Paulo, 1978, A T 929 p.

dezembro 19, 2018

PRESENTEAR NO NATAL

PRESENTEAR NO NATAL

Mat. 2:1-12

Por quantos anos os presentes de natal que recebemos e damos tem durado?"

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Acessada em: 19/12/2018

Presentear nessa época do ano, entre outras datas, tornou-se tradição costumeira e quase um sacrilégio para os que não presenteiam. Presentear e ser presenteado é muito bom. Faz amizade, estreita e aproxima mais outras e marca vidas daqueles que admiramos e amamos. Mas quando visitamos e presenteamos alguém no Natal, ou mesmo em outra data, visitamos e presenteamos com qual objetivo? Prova de nossa amizade e amor pela pessoa presenteada, ou porque queremos a amizade e o amor da pessoa a quem presenteamos?

A maneira certa de presentear alguém, não é para angariar o amor, a amizade, a simpatia e a aprovação da pessoa presenteada, mas para demonstrar o nosso afeto, carinho, admiração e amor pela pessoa a quem estamos presenteando, e o valor que ela tem para nós. Por isso, ao darmos presentes a alguém, devemos demonstrar a nossa boa-vontade, consideração, amor e o valor que ela tem para nós, assim como e a mesma boa-vontade que Deus demonstrou para com os homens, enviando seu Filho ao mundo para sofrer as nossas dores. Se assim não for, as pessoas não acreditarão em nossa sinceridade, amizade e amor por elas.

Mas uma coisa devemos saber, acima das pessoas a quem amamos e que são importantes para nós, há o Senhor Deus, o doador da vida, pois se não fosse Ele não estaríamos aqui para presentear a quem amamos e admiramos. Ele para nós, deve ser a pessoa mais importante. Todavia, ao nosso ver, para muitos, os homens a quem presenteamos são mais importantes do que o Senhor Deus. Devemos ter boa-vontade, para com Deus-Pai assim como temos boa-vontade para com os homens, por que a sua boa-vontade é para sempre para conosco. Por que os presentes que recebemos dos homens duram por um tempo curto, já o presente que devemos dar a Deus, as nossas vidas e o presente que recebemos DELE, a salvação, são para sempre.

A visita e os presentes, entretanto, que os magos e sábios do Oriente, fizeram e levaram para o menino Jesus, não foi por amizade e amor, mas por divina revelação. Os magos não sabiam da existência do nascimento de Jesus Cristo. Não conheciam os seus pais. Souberam, porque Deus a eles revelou o nascimento através da estrela. O objetivo dos magos e sábios eram dois:

1 – Adorarem, o que de fato fizeram, Versos. 2,11 e

2 – Abrirem uma poupança ou tesouro para o menino Jesus com a doação dos presentes, Mat. 2:11.

A pergunta é: Jesus Cristo precisava de poupança ou tesouro, sendo Ele o herdeiro e dono do universo? Mat. 28:18, Col. 1:15-17 e Heb. 1:2. Será que precisava que alguém abrisse um tesouro para Ele? Precisava Ele de riquezas sendo o criador, sustentador e dono de todo o universo? Por quantos anos durou os presentes que Jesus Cristo recebeu? Eu não sei por quanto tempo durou o ouro, o incenso e a mirra, não há relatos na Bíblia e nem na história, mas uma coisa sei, é que, não duraram até os nossos dias e se tivessem durado, com certeza seriam idolatrados. Mais uma coisa sei, é que, os presentes levados a Jesus não chegavam, jamais, ao valor do presente que recebemos de Deus, a vida, o Próprio Jesus e a salvação. Presentes estes que durarão para sempre! Sei também que, entre o nascimento de Jesus Cristo e os presentes levados a Ele, pelos sábios, Jesus Cristo já tinha meses de nascido. Não estava mais na manjedoura e no estábulo, V.11, visto que magos entraram na casa e não na manjedoura. Entre o nascimento do Filho de Deus e os presentes a Ele levados, Jesus já havia recebido a visita dos pastores de Belém, Luc. 2:8-20. Nessa visita dos pastores de Belém nenhuma exaltação foi feita aos humanos, mas somente a quem de direito, a Deus Pai e a Jesus Cristo, o Filho.

1º – Apareceu a glória do Senhor, Luc. 2:9.

2º – O exército celestial louvou a Deus e não aos homens, Luc. 2:13.

3º – Glorificou a Deus Pai, Luc. 2:14.

4º – Os pastores foram ao encontro e para verem o Filho de Deus e não por causa e para verem José e Maria.

5º – Após 8 dias de nascido fora levado ao templo, a casa do Senhor para ser dedicado e consagrado a Jeová e para ser circuncidado. Para a purificação da mãe, Luc. 2:21-24, para o cumprimento da Lei cerimonial, Êx. 13:2.

Os magos e sábios do Oriente, foram adorar e presentearem a Jesus, Mat. 2:11, o que serve de aprendizado para nós. Não foram presentear familiares, amigos e os pais de Jesus, Maria a mãe José como tutor. Não temos nada contra presentear alguém no Natal, mas ficar só nisso que é a nossa dificuldade. O homenageado do dia e a honra tem que ser a Jesus.

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Acessado em: 19/12/2018

A visita dos magos do oriente é o tipo de visita aos soberanos. As visitas aos soberanos eram acompanhadas de ofertas e dádivas. As dádivas eram: “ouro, para indicar a realeza (de Jesus Cristo); incenso, para indicar a divindade de Cristo [...]; e mirra, para indicar seus sofrimentos e sua morte”, (CHAMPLIM, 1980, P.281), essa é a interpretação mais aceita. Jesus Cristo ao ser sepultado recebeu a mirra, João 19:39; Mar. 16:1 e Luc. 24:1. Jesus Cristo nasceu com o status de rei e foi reconhecido pelos magos como sendo rei. Foi tratado e crucificado como criminoso, e dos piores; chamado de “rei dos judeus” de maneira zombeteira, para ressuscitar como Rei e ser reconhecido como tal, o Rei, não só dos judeus, mas Rei de toda a humanidade.

Nos diz Champlin, (1980), P.281, que diante deste relato, no decorrer dos anos, foram aparecendo lendas e estórias como a dos nomes dos magos: O que presenteou ouro seria Anoson; o que presenteou o incenso Alitar; e o que presenteou Mirra o Quissade. Ouro, incenso e mirra foram presentes que desapareceram no decorrer dos anos, que para o Senhor Jesus não foi de tão grande valor, mas o reconhecimento de que Ele é Rei e adorá-lo, isso é de muito valor. Portanto, vamos reconhecer o senhorio do Senhor Jesus em nossas vidas e vamos adorá-lo. Você quer fazer isso? Procure uma igreja e vai adorá-lo. A nossa vida transformada pelo o poder do Senhor adorando-o é o maior e melhor presente que podemos dar a Deus Pai. Ele quer muito, mais muito mesmo que recebamos o presente que Ele nos enviou, seu Filho Jesus, o Deus encarnado, do que darmos presentes uns aos outros. Ele quer como presente nosso as nossas vidas ofertadas a Ele em adoração. Ele quer que recebamos o presente que nos enviou, seu Filho Jesus e a salvação, que são presentes para a eternidade, não desgastarão, não envelhecerão e não serão roubados. Dar presente aos homens é muito bom e é ótimo! Mas darmos as nossas vidas ao Senhor e receber DELE a salvação é muito melhor! A salvação é para a eternidade! Presentei ao Senhor Deus, dando a sua vida e receba DELE o presente mais valioso do planeta, a salvação neste Natal. Nos diz Broadman, Vol. 8, (1983), P. 120, que: "Embora ignorado por alguns e rejeitado por outros ele é a alegria dos que, como os magos, o encontram".

Autor: Flávio da Cunha Guimarães

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Bibliografia


1 - ALLEN, Clifton J. Editor geral. Comentário Bíblico Broadman - Novo Testamento. Trad. de Adiel Almeida de Oliveira. V. 8. Ed. JUERP, Rio de Janeiro, 1983, 484 P.

2 - BOYER, Orlando S. Pequena Enciclopédia Bíblica. 7ª Ed. Editora Vida, Miami Flórida USA, 665 p.

3 - CHAMPLIN, Russell Norman. O Novo Testamento Interpretado Versículo por Versículo. Vol. I. Editora Milenium Distribuidora Cultural LTDA, 1ª Edição, São Paulo, 1980, 806 P.

4 - OLIVEIRA, Marcelo Ribeiro de. Bíblia Sagrada Versão Digital 6.7 Freewere. 2014. Disponível em: . Acesso em: 15 dez. 2014.

5 - RIENECKER, Fritz e Cleon Rogers. Chave Linguística do Novo Testamento Grego. Trad. De Gordon Chown e Júlio Paulo T. Zabatiero. 1985, Ed. Sociedade Religiosa Edições Vida Nova, São Paulo, 639 p.
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