Estudo Biblico

JESUS CRISTO TORNOU-SE MERCADORIA


JESUS CRISTO TORNOU-SE MERCADORIA?
Autor: Pr Flávio da Cunha Guimarães
Extraída do Google.
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Acessada em 01/02/2017


Do ponto de vista da liderança religiosa e civil dos Judeus, tais como: Sumo sacerdote, Escribas, fariseus e anciãos, Jesus Cristo não passava de uma mercadoria. Mercadoria barata e de pouco valor. Tão desprezível que foi vendido ao preço de um escravo, trinta moedas de prata, (Mat. 26:15; 27:3,9), o que fora profetizado por Zacarias (11:12-13). Profecia que se cumpriu literalmente. Entre o escrito de Zacarias e de Mateus, passaram mais ou menos quatrocentos anos. Podemos observar a clareza e a precisão dos detalhes. Coincidência? Não! Planos do Senhor Deus Pai, revelação e inspiração do profeta do Senhor. 

QUAL FORA O PREÇO DE JESUS CRISTO? QUANTO VALIA?

Para as autoridades judaicas, Jesus Cristo valia nada mais nada menos do que trinta medas de prata. O preço de um cemitério, (Mat. 27:7), o que as autoridades religiosas e civis compraram para enterrar os estrangeiros que não tinham valor, a não ser como escravos, em que não podiam ser enterrados junto com os judeus. Para Judas Iscariotes valia apenas o preço de um escravo. Do ponto de vista moral, humano e como cidadão não valia nada, era sem valor, pois crucificaram-no como um criminoso, bandido e marginal perigoso. Mas que perigo Jesus Cristo oferecia para as autoridades judaicas? Nenhum! Não foi revolucionário fazendo motim. Não pegou em arma. Não recrutou nenhum exército para a guerra. Não roubou, não assaltou nem violentou. Só fez o bem. Curou pessoas aleijadas, enfermas graves e expulsou os espíritos malignos da dos que estavam possessos. Alimentou multidões. Mas teve muitos inimigos por duas razões:

PRIMEIRA: Por ser invejado exatamente pelos líderes religiosos e políticos dos judeus, pois não conseguiam ser o que Ele era, nem fazerem o que Ele fazia de bom para as multidões, como lemos em (Mat. 27:18) "Porque sabia que por inveja o haviam entregado”. (Mar. 15:10) "Porque ele bem sabia que por inveja os principais dos sacerdotes o tinham entregado”, exatamente por ser Ele uma pessoa do bem, angariou centenas de seguidores o que eles não conseguiam. O resultado da inveja (Tia. 3:16) diz: "Porque onde há inveja e espírito faccioso aí há perturbação e toda a obra perversa”. Foi exatamente o que ocorreu com o Senhor Jesus Cristo.

SEGUNDA: Porque sendo Jesus Cristo muito sábio, tendo uma visão e interpretação das Escrituras diferente e correta em relação aos líderes, isso fez com que Ele tivesse muitos conflitos, debates acirrados e desmascarado muitos deles, criou-se uma animosidade, rixa e ódio no coração da liderança, a ponto de desejarem a sua morte, o que de fato aconteceu, sendo o Cristo crucificado. Esse é o jeito dos radicais de lidarem com aqueles que pensam de maneira diferente deles, usam a força truculenta quando são desmascarados. O que não é diferente em nossos dias. É só darmos uma pesquisada nos países onde a ditadura predomina em que tentam calar e sufocar os contrários de maneira violenta, e, às vezes, até com a morte. Jesus Cristo, para muitos hoje, vale menos do que uma noite de rodeio. Um show mundano no CAP de nossa cidade. Uma noite de Carnaval. Uma briga em família que é o suficiente para não seguir a Cristo e permanecer na igreja do Senhor. Em outras palavras, não tem valor. Não passa de um curandeiro, distribuidor de bênçãos e enriquecedor dos miseráveis que o busca, não para se doar a Ele em adoração, colocando sua vida aos seus pés, mas para receber DELE toda sorte de benefícios. Um Jesus que tudo dá e Ele dá, mas que não pede nada de seus seguidores, é o que pensam. É aí que está o engano dos gurus evangélicos que enganam os inocentes que não conhecem a Palavra do Senhor que pede atitude de nós, como vemos em (Mat. 16:24-26) "Então disse Jesus aos seus discípulos: Se alguém quiser vir após mim, renuncie-se a si mesmo, tome sobre si a sua cruz, e siga-me; Porque aquele que quiser salvar a sua vida, perdê-la-á, e quem perder a sua vida por amor de mim, achá-la-á. Pois que aproveita ao homem ganhar o mundo inteiro, se perder a sua alma? Ou que dará o homem em recompensa da sua alma? .

QUAL O PREÇO DE JESUS CRISTO DO PONTO DE VISTA SENTIMENTAL?

Vale mais do que as nossas vidas. Vale a nossa salvação, (Mat. 1:21): “E dará à luz um filho e chamarás o seu nome Jesus; porque ele salvará o seu povo dos seus pecados”. Em (Jo. 3:17): “Porque Deus enviou o seu Filho ao mundo, não para que condenasse o mundo, mas para que o mundo fosse salvo por ele” e em (I Tim. 1:15): “Esta é uma palavra fiel, e digna de toda a aceitação, que Cristo Jesus veio ao mundo, para salvar os pecadores, dos quais eu sou o principal”. Nós nos consideramos os principais pecadores? Parece que não, pois achamo-nos melhores do que muitos, principalmente aos usuários de drogas, bebidas, prostitutos e marginais. Mas será que somos? Com tanta hipocrisia, falsidade e traição dentro das igrejas! Para os mártires do Cristianismo que foram centenas, além dos anônimos, valia mais do que a própria vida deles. Vale mais do que a vida daqueles que estão morrendo pelo estado islâmico por causa do nome do Senhor.

QUAL É O PREÇO DE JESUS CRISTO?

Não tem preço. É impagável. Nos diz o (Sal. 49: 6-8): “Aqueles que confiam na sua fazenda, e se gloriam na multidão das suas riquezas, Nenhum deles de modo algum pode remir a seu irmão, ou dar a Deus o resgate dele (Pois a redenção da sua alma é caríssima, e cessará para sempre)”. A vida não tem preço, porque o Senhor Jesus deu a sua vida pela nossa regeneração, para nos resgatar e nos redimir de nossa condenação eterna. Ele derramou o seu sangue, o preço do sangue que Ele pagou, (At. 20:28) “Olhai, pois, por vós, e por todo o rebanho sobre que o Espírito Santo vos constituiu bispos, para apascentardes a igreja de Deus, que ele resgatou com seu próprio sangue”. (I Cor. 6:20) “Porque fostes comprados por bom preço; glorificai, pois, a Deus no vosso corpo, e no vosso espírito, os quais pertencem a Deus”. (I Cor. 7:23) “Porque fostes comprados por bom preço; glorificai, pois, a Deus no vosso corpo, e no vosso espírito, os quais pertencem a Deus”. Em nossos dias não estão vendendo a pessoa de Jesus Cristo, mas querem vender as bênçãos que Ele nos proporciona sem levar em consideração alguns requisitos exigidos por Ele, em que os pregadores ignoram. Apresentam um Jesus Cristo sem personalidade, sem vontade própria em que pode ser manipulado pelos homens de poder para abençoar, curar, revelar e transmitir dons espirituais. Quem paga mais ou dá a maior oferta tem a bênção maior. Quem oferta menos, tem a bênção menor ou não é abençoado(a) porque é mesquinho(a) e pão duro. É aí que está o engodo dos gurus pregadores de prosperidade. O Senhor nos abençoa, não porque compramos a bênção ou porque Ele fica impressionado com o valor da oferta que damos na igreja, mas porque Ele é gracioso, bondoso e misericordioso. Abençoar faz parte da essência do Senhor Jesus Cristo. E a maior de todas as bênçãos, é a nossa salvação. Ela vem pela fé, pelo receber a Jesus Cristo como salvador, propósito principal porque Ele veio a este mundo e morreu em uma cruz de maneira violenta. O preço de Jesus Cristo custa a minha, a sua, a nossa renúncia do eu, do orgulho que carregamos, dos pecados que cometemos por ação e omissão e a confissão dos mesmos, para segui-lo de todo o nosso coração. Custa a nossa fidelidade a Ele. Custa a nossa fé genuína e verdade somente NELE, porque nenhum outro pode salvar. Custa o nosso amor sincero como Ele nos amou. O preço que teríamos que pagar, Ele pagou por nós. Ele quer somente que creiamos, que o aceitamos e o amemos de todo o coração.

JESUS CRISTO: É DEUS OU MERCADORIA?
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Acessado em: 01/02/2017

Depende do olhar de cada um e a compreensão que temos DELE. A compreensão verdadeira só é possível, quando se lê a sua Palavra e se entende a sua mensagem sem a distorção costumeira que vemos e que acontece com muita frequência pelos gurus que se dizem pastores evangélicos. Não seria exagero afirmarmos que Jesus será aquilo que queremos que Ele seja para nós. Todavia, Jesus Cristo não é o que queremos que Ele seja para nós, Ele É o que É. Ele tem vontade própria. Ele tem sentimentos em que pode se alegrar quando é entendido em sua essência, ou entristecer quando tentam manipulá-lo como se Ele fosse um despersonalizado. Os gurus evangélicos prometem as bênçãos da prosperidade para as pessoas, sem perguntarem para o Senhor se Ele quer abençoar ainda que as pessoas sejam infiéis, aos que não creem e que não saíram de uma vida cheia de práticas pecaminosas. Esses prognosticadores que prometem as bênçãos do Senhor sem que as pessoas tenham uma mudança de vida, esquecem da vida de pureza e de santidade que o Senhor quer que vivamos, o que pode ser conferido em (Heb. 12:14) “Segui a paz com todos, e a santificação, sem a qual ninguém verá o Senhor”. Vejamos o que o Apóstolo Paulo diz em (I Cor. 6:13, 15-16, 18-16) “Os alimentos são para o estômago e o estômago para os alimentos; Deus, porém, aniquilará tanto um como os outros. Mas o corpo não é para a prostituição, senão para o SENHOR, e o SENHOR para o corpo. [...] Não sabeis vós que os vossos corpos são membros de Cristo? Tomarei, pois, os membros de Cristo, e fá-los-ei membros de uma meretriz? Não, por certo. Ou não sabeis que o que se ajunta com a meretriz, faz-se um corpo com ela? Porque serão, disse, dois numa só carne. [...] Fugi da prostituição. Todo o pecado que o homem comete é fora do corpo; mas o que se prostitui peca contra o seu próprio corpo. Ou não sabeis que o vosso corpo é o templo do Espírito Santo, que habita em vós, proveniente de Deus, e que não sois de vós mesmos? E (I Ped. 1:15-16) “Mas, como é santo aquele que vos chamou, sede vós também santos em toda a vossa maneira de viver; Porquanto está escrito: Sede santos, porque eu sou santo”.

Jesus Cristo é Deus por isso não se deixa ser manipulado. Os textos a seguir provam a sua divindade, que são eles: (João 1:1-3) “No princípio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus. Ele estava no princípio com Deus. Todas as coisas foram feitas por ele, e sem ele nada do que foi feito se fez”. (João 17:5) “E agora glorifica-me tu, ó Pai, junto de ti mesmo, com aquela glória que tinha contigo antes que o mundo existisse”. E (João 10:30) “Eu e o Pai somos um”. A palavra “somos um”, no grego, é (ἐσμεν = esmen) que deriva de outra palavra grega que é (ειμί = eimí) que por sua vez quer dizer que Jesus é da mesma Espécie, da mesma Substância, da mesma Essência e é infinito como o é o Pai. Logo, Jesus está dizendo que Ele e o Deus Filho e que são da mesma Espécie, da mesma Substância, da mesma Essência em unidade e infinitos.

Para terminar nosso post, sendo Jesus Cristo o Deus Filho, Ele não tem preço. Não se vende a Jesus Cristo nem as suas bênçãos. Ele não se deixa ser manipulado. Ele é o Senhor que governa o universo. "Não erreis: Deus não se deixa escarnecer; porque tudo o que o homem semear, isso também ceifará”, (Gálatas 6:7). "E surgirão muitos falsos profetas, e enganarão a muitos”, (Mateus 24:11). E "Porque surgirão falsos cristos e falsos profetas, e farão tão grandes sinais e prodígios que, se possível fora, enganariam até os escolhidos", (Mateus 24:24). Os que tentam vender as bençãos que o Senhor concede pela graça maravilhosa, são os falsos profetas e os que estão escarnecendo o nome de Jesus Cristo, mas hão de responder diante do Senhor.

"Mas, do Filho, diz: Ó Deus, o teu trono subsiste pelos séculos dos séculos; Cetro de equidade é o cetro do teu reino". (Hebreus 1:8)


Bibliografia:</font>
1 – BOYER, Orlando S. Pequena Enciclopédia Bíblica. 7ª Ed. Editora Vida, Miami Flórida USA, 665 p.
2 – JUNIOR, Luder Whitlock. Bíblia de Estudo de Genebra. São Paulo e Barueri. Cultura Cristã e Sociedade Bíblica do Brasil, 1999, 1728 p.
3 – MOULTON, Harold K. Léxico Grego Analítico. Trad. Everton Aleva de Oliveira e Davi Miguel Manço. Ed. Cultura Cristã, 2007, São Paulo, 460 p.
4 – OLIVEIRA, Marcelo Ribeiro de. Bíblia Sagrada Versão Digital 6.7 Freewere. 2014. Disponível em: < http://www.baixaki.com.br/download/a-biblia-sagrada-versao-digital.htm>. Acesso em: 15 dez. 2014.
5 – RIENECKER, Fritz e Cleon Rogers. Cheve Linguistica do Novo Testamento Grego. Trad. De Gordon Chown e Júlio Paulo T. Zabatiero. 1985, Ed. Sociedade Religiosa Edições Vida Nova, São Paulo, 639 p.
6 – SCHOLZ, Vilson e Roberto G. Bratcher. Novo Testamento Interlinear Grego – Português. 1ª Edição. Barueri, SBB, 2008, 979 p.
7 – SHEDD, Russell Philip. Bíblia Vida Nova. Traduzida por João Ferreira de Almeida. Editora: S. R. Edições Vida Nova, 2ª Ed. São Paulo, 1978, A T 929 p.








ASSASSINARAM A PAZ

Autor: Pr Flávio da Cunha Guimarães

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Acessada em: 01/02/2017


A humanidade desde que desobedeceu o mandamento do Senhor, Adão e Eva, o que após veio o primeiro fratricídio, a humanidade assassinou a paz e desde então ela está clamando, implorando e precisando de paz. Não somente a paz sem guerra. De um mero cumprimento “a paz do Senhor”, saudação de irmão para outro irmão na fé, que as vezes não significa que há paz no coração dos que saúdam, pois essa paz é meramente um ato formal, visto que, as vezes, por trás há corações rancorosos, cheios de ressentimentos, maldosos, invejosos, falando mal de quem cumprimentam com a paz e cheios de raízes de amargura. A paz que precisamos é a paz de espírito, a paz da boa convivência, a paz que respeita as diferenças, a paz que não violenta o seu próximo para lhe arrancar os seus bens materiais, o equilíbrio emocional, espiritual, sentimental e que não tira a vida de ninguém. Chega de tanta violência, a começar pelo nosso país, na Síria, entre Palestinos e israelenses, o que o “estado islâmico” pratica e o que acontece no leste europeu. Os dados estatísticos em nosso país são alarmantes, de acordo com o “Bom Dia Brasil”, de 14/ 01/2015. É pensando na paz plena que só o Senhor Jesus Cristo pode dar que queremos falar sobre as causas da violência e a necessidade de paz que as autoridades prometem e fazem acordos, mas na prática não acontece.

Desde o Éden, em que aconteceu o primeiro ato de violência fatal, como consequência do pecado, o fratricídio em que Caim matou Abel, seu irmão, daí até Noé a violência cresceu de tal maneira em número e em gênero, de maneira extensiva e intensivamente que a ideia bíblica é que era um estado constante, em que Deus resolveu trazer o seu juízo com o Dilúvio para demonstrar a sua desaprovação do comportamento dos homens, o que não pôs fim à violência e a humanidade tem convivido com essa violência brutal, desumana e irracional de maneira crescente até em nossos dias. O texto de (Gen. 6:1-12) relata essa violência animalesca. Confere o texto citado fazendo uma leitura atenciosa.

A humanidade está clamando, implorando e precisando de paz. Chega de tanta violência, a começar pelo nosso país. A população já está saturada diante de tanta violência. Mas por que tanta violência em todas as gerações, classes sociais e intelectuais? Quais são as cousas? O que explica? As autoridades mundiais e seguimentos de segurança, psicólogos, sociólogos e antropólogos se esmeram em explicar que é questão de desvio de conduta. Que é por causa da pobreza. A falta de educação. A falta de oportunidades. A ambição ao poder. O fanatismo e o fundamentalismo religioso. E pela convivência com pessoas violentas induzem a violência. Sim, não discordamos desses seguimentos e argumentos. Todavia, esses são alguns dos fatores que contribuem para a prática da violência, mas não são os principais e únicos. Esses são os galhos e ramos de um tronco principal que não é levado em consideração pelos estudiosos citados acima. Se fosse por causa da pobreza, muitos ricos não praticariam a violência. Se fosse uma questão de educação, muitos que tem curso superior não usariam de práticas violentas. Se fosse por causa da ambição ao poder, quem está no poder não praticaria atos violentos. Se fosse por causa do fanatismo e fundamentalistas religiosos, os não religiosos não cometeriam violência. Temos outros pontos de vista para explicarmos as causas da violência que são...

A PRIMEIRA E PRINCIPAL CAUSA: É a consequência do pecado da humanidade herdado de Adão e Eva que encheu o coração do ser humano de maldade e a maldade se multiplicara em extensão, em intensidade e em prolongamento, que chegou em nossos dias de maneira insustentável e avassaladora, por causa do coração humano corrompido. É o que vemos nos (V. 5, 11-12). Os psicólogos, os sociólogos, os antropólogos que estudam o ser humano, seu comportamento, costumes e relacionamento social, não admitem que a causa da violência é o mal que há dentro de cada ser humano; mas a causa primário para tanta violência está no pecado da humanidade. Tanto é verdade que o primeiro homicídio ou crime que temos relato na história da humanidade é o de Caim contra seu irmão Abel. Pecado este que só o Senhor Jesus pode solucionar, como nos diz a Palavra de Deus em (I João 1:7) “Mas, se andarmos na luz, como ele na luz está, temos comunhão uns com os outros, e o sangue de Jesus Cristo, seu Filho, nos purifica de todo o pecado”. Não há outro remédio, só Jesus Cristo. Comunhão é não matar ninguém.

A SEGUNDA CAUSA: A falta de uma educação de berço e não a de escola, que vem dos pais e do lar. A falta de uma conscientização que vem do diálogo dentro da família. Os pais tem se omitido a educar os seus filhos. Tem transferido a educação dos filhos para as babás, para as creches, para a TV, para as escolas. Quando tomam a iniciativa para educar, muitos não tem estrutura moral e emocional para ensinar bons princípios. Gritam com os filhos. Dizem palavrões horríveis diante dos filhos e para os filhos; xingam os filhos de nomes que não posso dizer aqui. Escutamos e vemos por aí. Esses filhos crescem com as emoções e a autoestima aos cacos. Daí tanto ódio no coração, ressentimentos, revolta, raízes de amargura e tanta necessidade de extravasar os sentimentos maus, o que fazem praticando a violência. A TERCEIRA CAUSA: Os casamentos dos filhos de Deus com as filhas dos homens. O que lemos no (V.2) “Viram os filhos de Deus que as filhas dos homens eram formosas; e tomaram para si mulheres de todas as que escolheram”. Depois da bigamia de Lameque, (Gen. 4:19), veio a bigamia da geração antediluviana (Gen. 6:2). Para esses casamentos que Gênesis relata há várias teorias. É um texto difícil de se entender ou interpreta-lo. Após uma pesquisa em (Derek Kidner, 1979, p. 78-79; em David Guzik, Comentário de Gênesis 6:1-12. E-Sword-the Sword of the LORD withan electronic edge, Tradução do Google; em Antônio Noves de Mesquita, 1979, p. 123-129; e Bíblia de Estudos de Genebra, 1999, p. 18-19), podemos dizer que há três correntes ou teorias de interpretação sobre o texto em estudo.

A – Do ponto de vista da teoria dos evolucionistas a causa da multiplicação do pecado que consequentemente multiplicou a violência e levou Deus a trazer o Dilúvio, foi o casamento dos filhos de Deus, sendo esses os filhos de Sete que prestavam culto ao Senhor, com as filhas dos homens que eram mulheres um tanto brutas, oriundas de animais inferiores que mediante a evolução chegaram a forma meio humana, porém ainda irracionais. Essa teoria admite duas raças diferentes: “uma, criação direta de Deus, a outra, produto da evolução, desde o protoplasma até ao macaco e depois ao homem”, (MESQUITA, 1979, P. 124), o que não há base bíblica e não retrata o relato bíblico em questão.
B – A outra teoria defende que as filhas dos homens são descendentes de Sete, todavia, os filhos de Deus eram anjos que casaram-se com os humanos, geraram filhos, os que são chamados de gigantes. Essa teoria, entretanto, é refutada porque os anjos não são chamados de filhos de Deus em Gênesis. A referência em (Judas v. 6-7) falam dos anjos que não ficaram fieis em sua missão, daí foram destinados ao juízo final. Em (Gen. 6:2) fala de casamento legal, já em Judas aponta para o pecado de sodomia, que é a perversão sexual. Por natureza os anjos excluem por si mesmos a união em casamento. Os anjos não tem corpos (Sal. 104:4; Heb. 1:14 e Ef. 4:12). Os anjos são assexuados (Mat. 22:30). São imortais (Luc. 20:36). São superiores aos homens, mas finitos, com sabedoria e poder diferentes dos humanos (II Sam. 14:20; II Pedro 2:11; Mat. 24:36; I Pedro 1:2 e Ef. 3:10). Os anjos não tem descendência nem ascendência, não possui família. Por serem criados por Deus são chamados filhos do Altíssimo, que por natureza são espíritos e pelo caráter são santos, (Jó 5:1; Sal. 98:5-7 e Judas 14). Os nefelins de (Gên. 6:4 e Num. 13:33) não se referem a anjos, mas a homens de grande estatura e violentos. Nefelins no hebraico (נׇפַל – NÃPAL), que significa “cair”, “prostrar-se”, “ser lançado fora”, “fracassar”, “heróis” e “guerreiros violentos”, (HARRIS, 2008, P. 979-980), que faz referência a uma nação, o que os estudiosos não descobriram ainda se nefelins significa caidores sobre os homens mais fracos, dando a eles a ascendência sobre os homens, ou se significa os caídos moral e espiritualmente. Logo, se entende que não é uma junção de humanos com seres espirituais. Se não é uma relação de humanos com anjos, o que a Bíblia quer dizer então? É o que vamos ver na...

C – A terceira teoria defende a ideia que os filhos de Deus são descendentes de Sete, os que seguiram os preceitos de Deus, enquanto que as filhas dos homens são mulheres descendentes de Caim, portanto, da linha da desobediência e da rebelião, conforme relata o seu nascimento em (Gen. 4:25), o capítulo 5 de Gênesis fala da genealogia de Sete, linhagem esta que chegou a Jesus Cristo, os que criam, temiam e cultuavam ao Deus. Já as filhas dos homens, são as descendentes de Caim, incrédulas, sem temor a Deus e que não cultuavam ao Senhor, pois em (Gen. 4:17...) fala de seu casamento e de seus descendentes. O pecado, a incredulidade que consequentemente impede a pessoa de prestar um culto verdadeiro ao Senhor Deus Todo Poderoso, contribuem diretamente para a degeneração e degradação do ser humano, levando-o a prática da violência. É o caso de hoje em que os homens são divididos em duas correntes: A que segue a Cristo e seus mandamentos; a outra que segue as inclinações do coração perverso e corrompido e os desejos da carne. Diz Mesquita, (1979), p. 126 que: “Em favor desta interpretação, pode mencionar-se a lei da reprodução ‘segundo sua espécie’. Os homens se reproduzem segundo a união de naturezas iguais, bem como os outros animais”. A natureza dos anjos, sendo espirituais e sem sexo, os inibem de entrar em relação sexuais com qualquer espécie. O fato de Moisés mencionar estes casamentos e dá-los mesmo como causa da corrupção que se seguiu, não deve nos surpreender, porque o Novo e Velho Testamento proíbem casamentos de pessoas de condições espirituais diferentes (Esd. 10; Neem. 13; Ex. 34:15,16; Deut. 7:3), bem como no Novo Testamento vemos em (II Cor. 4:14-17) a recomendação para não haver casamentos mistos. Esta terceira teoria é a mais aceita pelos tradicionais. A violência brutal e animalesca enraizada em nossa sociedade desde os primórdios é consequência de vidas pecaminosas, incrédulas e que andam distantes da vontade do Senhor para as nossas vidas. A solução é só uma, Jesus Cristo transformando a vida das pessoas. E este é o nosso desejo para você em toda a sua vida. Convide Jesus Cristo para transformar a sua vida e seja um promotor da paz. A paz depende de cada ser humano se dobrar diante do Senhor Jesus em adoração verdadeira.

POR QUE NÃO HÁ PAZ? Porque falta...

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Acessado em: 01/02/2017

É pensando no quanto a humanidade, a partir das autoridades constituídas, estão enganadas em relação a paz tanto mundial quanto as guerras; nacional quanto aos sequestros, tráficos de drogas e violência doméstica; quanto a pessoal, que é a paz de espírito, pois para as autoridades, a paz depende de boa educação, distribuição de renda, igualdade social, melhoria de vida material e educacional para todos, o que é muito bom; todavia, não resolve e não elimina o que leva as pessoas a praticarem a violência o que trataremos mais para frente. Por que dizemos isso? Porque se a paz dependesse de boa educação escolar, melhores condições econômicas e país desenvolvido, a violência não seria um problema mundial, inclusive nos países ricos e cidadãos estudados, como vemos dentro das universidades e classes sociais alta em nosso país. É pensando na paz verdadeira que só é alcançada em Jesus Cristo que entraremos na...

QUARTA CAUSA: A MÁ FORMAÇÃO RELIGIOSA. 

Em tempos remotos, a violência era praticada para se conquistar prestígio, território, alimento, riquezas e subjugar povos como escravos. Houve um período na história da humanidade, já no domínio do Cristianismo, principalmente na Idade Média, que a violência foi exercida de maneira brutal, em nome de Deus, da parte da “santa igreja”, com objetivos políticos, predomínio religiosos e econômicos para subjugar povos a santa igreja; isso se devia a má formação religiosa e teológica, o orgulho em se achar como a igreja e religião únicas e verdadeiras, não aceitando o confronto com a verdade da Palavra de Deus. Por não respeitar pensamentos diferentes e por intolerância, usaram o nome de Deus para justificar a violência brutal. Pessoas, aos milhares, morreram queimadas vivas, lutando com leões famintos e gladiadores profissionais, enforcadas, torturadas, afogadas, estraçalhadas como bruxas, não sendo bruxas. Como inimigas da igreja, quando eram amigas da igreja querendo a santidade da mesma. Por que a igreja agia assim? Porque estava vivendo longe dos ensinamentos da Palavra do Senhor. Sendo ela que deveria propagar e promover a paz, era a igreja o instrumento que perturbava a paz. Uma tremenda incoerência. Mas ainda bem que os tempos mudaram, não totalmente, pois até pouco tempo, havia uma guerra de décadas entre católicos e protestantes na Irlanda; no presente momento está em evidência “O Estado Islâmico” e “Al-Qaeda” que estão espalhando o terror. Por que de tudo isso? A má formação religiosa, teológica, desconhecimento bíblico como nos diz (Ef. 2:14) “Porque ele (Jesus) é a nossa paz, o qual de ambos os povos fez um; e, derrubando a parede de separação que estava no meio”; por radicalismo e por sede de poder mesmo matam a paz.

A QUINTA CAUSA: 

A violência devido a vida pecaminosa e a maldade que havia e há no coração do homem, Deus diminuiu os anos de vida humanidade, é o que lemos no (V.3c) “porém os seus dias serão cento e vinte anos”. Até Noé se vivia mais de 900 anos. A partir da multiplicação da violência, o Senhor Deus encurtou a idade do homem para 120 anos. Apesar de ter aqueles intérpretes que dizem que os 120 anos era o período do aviso de Deus até acontecer o dilúvio. Aí pensamos nas crianças, adolescentes e jovens com uma vida toda pela frente, morrendo novos por causa da violência gratuita em nosso país e pelo mundo. Mata pessoas por motivo torpe, banal e a bel prazer. Diante deste quadro, como estamos precisando de paz que só o Senhor Jesus pode dar!

A SEXTA CAUSA: 

O viver uma vida pecaminosa, que consequentemente as pessoas viviam e vivem distantes dos caminhos do SENHOR. É o que nos diz o (V.12b), “porque toda a carne havia corrompido o seu caminho sobre a terra”. A ideia na língua original, o hebraico, é que tanto a carne como o caminho das pessoas estavam destruídos, covas, (Harris, 2008, p. 1548-1549); portanto, podres, estragados, cheirando mal diante de Deus e o comportamento da humanidade que é o sentido do Dicionário Aurélio online. Diferente de hoje? De jeito nenhum! O Senhor Deus ainda não colocou um fim na humanidade corrompida porque está usando de sua misericórdia. Está dando tempo para alguns se converterem. Mas a fome, a seca, a falta de chuva, a carestia dos alimentos, as doenças incuráveis podem ser um prenúncio, um sinal da insatisfação do Senhor Deus com a atitude violenta que a humanidade está praticando e com a imoralidade descarada em que estamos vivendo. O nosso dever é sermos “o sal da terra e a luz do mundo”, (Mat. 5:13-14), pois o sal além de dar o sabor, também preserva o alimento para não apodrecer. A luz além de alumiar, dar direção as pessoas na escuridão, ela não se deixa contaminar. É isso que o Senhor Jesus espera de seu povo. Portanto, vamos propagar a paz em Jesus Cristo, vivermos em paz verdadeira entre pessoas, entre os povos e a paz interior, a paz de espírito que só o Senhor proporciona. O mundo precisa de paz que só o Senhor Jesus Cristo dá, como Ele mesmo diz em (João 14:27) "Deixo-vos a paz, a minha paz vos dou; não vô-la dou como o mundo a dá. Não se turbe o vosso coração, nem se atemorize”. E (João 16:33) "Tenho-vos dito isto, para que em mim tenhais paz; no mundo tereis aflições, mas tende bom ânimo, eu venci o mundo". Assumamos este propósito para as nossas vidas, amém!

Terminamos com o comentário de minha sogra sobre os políticos e autoridades que deveriam promover a paz: "Porque eles se fazem de cegos; moram em lugares privilegiados; tem guardas dia e noite; saem com carros brindados, com guardas para os protegerem e, em suas residências não faltam luz nem água; não assistem TV que mostra a miséria do país, recebem salários altos; seus filhos estudam fora do país; ganham muito e nada fazem; por isso a violência não chega até eles, estão blindados. Se fossem ao encontro do povão, por certo não diriam isso!" Comentário de Eurides Xavier Garcia. Se Jesus Cristo tivesse o verdadeiro valor que Ele merece, Ele faria parte da vida da humanidade e com certeza teríamos um mundo muito melhor do que temos. Não teríamos tanto fome. Tanto sequestro. Tanta violência. Tanto roubos, assaltos seguido de morte e tráfico de drogas. Tanta violência em nome de Deus. Tanta pedofilia, estupro, adultério, prostituição e famílias desestruturadas, desmontadas e falidas.
"Deixo-vos a paz, a minha paz vos dou; não vo-la dou como o mundo a dá. Não se turbe o vosso coração, nem se atemorize". (João 14:27). "Tenho-vos dito isto, para que em mim tenhais paz; no mundo tereis aflições, mas tende bom ânimo, eu venci o mundo." (João 16:33)

Bibliografia

1 - BOYER, Orlando S. Pequena Enciclopédia Bíblica. 7ª Ed. Editora Vida, Miami Flórida USA, 665 p.
2 - GUZIK, David. Comentário de Êxodo 2:1-10. E-Sword-the Sword of the LORD withan electronic edge, Tradução do Google Tradutor.
3 - HARRIS, R. Laird; Gleason L. Archer Junior e Bruce K. Waltke. Dicionário Internacional de Teologia do Antigo Testamento. Tradução de Márcio Loureiro Redondo; Luiz A. T. Sayão e Carlos Osvaldo C. Pinto. 2008, Ed. Vida Nova, São Paulo, 1789 p, p. 235.
4 - JUNIOR, Luder Whitlock. Bíblia de Estudo de Genebra. São Paulo e Barueri. Cultura Cristã e Sociedade Bíblica do Brasil, 1999, 1728 p.
5 - KIDNER, Derek. Gênesis - Introdução e Comentário. Trad. Odayr Olivetti. Ed. primeira. Ed. Sociedade Religiosa Edições Vida Nova e Associação Religiosa Editora Mundo Cristão. São Paulo, 1979, p. 208
6 - MESQUITA, Antônio Neves de. Estudo no Livro de Gênesis. 4ª Edição. Rio de Janeiro. Editora JUERP, 1979, 308 P.
7 - OLIVEIRA, Marcelo Ribeiro de. Bíblia Sagrada Versão Digital 6.7 Freewere. 2014. Disponível em: < http://www.baixaki.com.br/download/a-biblia-sagrada-versao-digital.htm>. Acesso em: 15 dez. 2014.
8 - SHEDD, Russell Philip. Bíblia Vida Nova. Traduzida por João Ferreira de Almeida. Editora: S. R. Edições Vida Nova, 2ª Ed. São Paulo, 1978, A T 929 p.
9 - WALKER, Williston. História da Igreja Cristã. Trad. de D. Glênio Vergara dos Santos e N. Duval da Silva. 2ª Ed. Rio de Janeiro e São Paulo, JUERP / ASTE, 1980, 784 p.






O PAI NOSSO É UMA ORAÇÃO UNIVERSAL?

O "Pai Nosso" do ponto de vista que você talvez nunca viu nem ouviu, por isso este post tem como objetivo alcançar os pastores, seminaristas, estudiosos e leitores da Bíblia de um modo geral. Do nosso ponto de vista o Pai nosso não é uma oração universal somente como algumas religiões querem afirmar a ser repetido, recitado de maneira rotineira, mecânica, decorado, uma repetição vazia e sem espiritualidade, como vemos na sociedade em geral. Essa prática não caracteriza uma oração, e sim, uma reza, pois para nós, a oração é conversar com o Senhor Jeová como de Pai para filho e vice-versa. Os filhos expressando os sentimentos de maneira sincera para o pai como expressamos aos amigos. Nem tudo o que a Bíblia relata e ensina são para ser repetidos como fórmulas mágicas ou um mantra, mas princípios para serem vividos e praticados.

Ao fazermos uma exegese parcial do texto do Pai Nosso encontramos algumas verdades que são:

PRIMEIRA VERDADE: Orais no grego (προσεύχεστε – proseúqueste) traz a ideia de oração somente a Deus, excluindo qualquer outro ser, outro nome ainda que seja bíblico e respeitado. Portanto, não existe oração aos ídolos, antepassados, a santos nem a Maria mãe de Jesus. Podem até orar, pedirem, agradecerem, louvarem, exaltarem, todavia será falsa essa oração, estará em desacordo com a Palavra de Deus. Há um artigo no grego (“ό” - ho) que está no (V.9) que seu sentido é distinguir indivíduos, classes sociais e religiosas. Portanto, o artigo no contexto do Pai nosso distingue tanto o estilo da oração que é diferente das orações rituais, formais, vazias, repetitivas, ocas como as rezas que os judeus costumavam fazer e que os católicos não são diferentes, bem como a quem a oração é dirigida: Se a Deus ou aos santos, aos deuses como a ídolos Aserah, Baal, Moloque, a Mamom e etc. E distingue também em nome de quem estamos pedindo como nosso intercessor, pois a Bíblia nos ensina que a oração para ser atendida tem que ser feita em nome de Jesus Cristo, como vemos em (João 14:13-14 e 16:23-24). Quando oramos, a nossa oração tem que ser com distinção ou não passa de uma reza! A nossa oração está sendo dirigida a Deus ou aos ídolos? Em nome de Jesus Cristo ou em nome dos santos e de Maria?

SEGUNDA VERDADE: A Oração é abrir o coração, a vida, os desejos, à vontade e os sentimentos diante do Senhor Jesus. Foi por isso mesmo, que o Senhor Jesus disse que quando orarmos, é para entrarmos em nosso aposento e orarmos a Deus que está em secreto... (Mat. 6:6). Falarmos de nossos desejos, vontades e sentimentos em público pode ser comprometedor e o Senhor Jesus sabia disso. É conversarmos com Jeová como conversamos com um amigo confidencial, como se conversa de filho para pai e vice-versa. Temos nós liberdade para conversarmos com o Senhor de coração aberto ou há algum pecado que nos envergonha e nos impede, tirando a liberdade de falarmos com o Senhor como filhos?

TERCEIRA VERDADE: A oração tem que ser dirigida somente a Deus-Pai em nome de Jesus Cristo, o Deus Filho como nos diz (João. 14:13-14), “e tudo quanto pedirdes em meu nome, eu o farei, para que o Pai seja glorificado no Filho”. Em (João. 15:7,16), diz: “Se vós permanecerdes em mim, e as minhas palavras permanecerem em vós, pedi o que quiserdes, e vos será feito [...] Vós não me escolhestes a mim mas eu vos escolhi a vós, e vos designei, para que vades e deis fruto, e o vosso fruto permaneça, a fim de que tudo quanto pedirdes ao Pai em meu nome, Ele vo-lo conceda”. E em (João. 16:23-24), “Até agora nada pedistes em meu nome; pedi, e recebereis, para que o vosso gozo seja completo”. Tudo o que pedirmos tem que ser para glorificarmos ao Senhor. Mas quantas orações para a glória própria?

QUARTA VERDADE: A palavra Pai no grego que está no Pai nosso (Mat. 6:9) é: (πάτερ – páter). Os judeus já conheciam Deus como Pai, mas não como o Senhor Jesus O conhecia, Abba Pai, como um infantil, como dependente, o que Paulo enfatizou mais tarde em (Rom. 8:15), bem como em (Gal. 4:6). Tratar Deus de Papai, de maneira carinhosa, com intimidade, chamando-O de paizinho é a maneira correta de um filho tratar seu pai. Mais uma vez o artigo no grego (“ό” – ho) está entre as palavras (Αββα ό πατήρ – Abba ho páter) por duas razões:

1 – Primeira razão: Porque Esse Pai é diferente de todos os pais humanos. Ele sabe de todos as coisas e necessidades dos filhos. Ele é muito amoroso, generoso e altruísta. Preocupa-se verdadeiramente com os seus filhos. É o pai mais rico de todo o universo.

2 – Segunda razão: Que esse relacionamento com Esse Pai é um relacionamento diferenciado pela confiança e um Pai que ama verdadeiramente os filhos. É um relacionamento filial e paternal verdadeiro. Temos nós intimidade com Deus como pai e filho? Talvez os leitores não entendam isso na prática por causa do machismo em que fomos criados, mas também pela falta de carinho, o porque não receberam afeto, o amor e os pais beijarem os filhos; além do pensamento de que se assim o fizermos fará dos filhos homossexuais. Daí não termos liberdade de chamarmos Deus de papai, de paizinho e de ter intimidade com Ele porque não o temos para com os pais nem para com os filhos. Mas esse deve ser o tratamento dos filhos para com o Pai Divino. Todavia, a ideia que se tem é que Deus está distante, não se importa, não se interessa por nós, um Deus carrasco e punidor! Quando na verdade é um Pai de amor, de misericórdia e de bondade. Mais esse deve ser o tratamento dos filhos de Deus para com Ele, um tratamento de amor, de intimidade e de gratidão, mas também de respeito e de reverência.

QUINTA VERDADE – O Pai Nosso é para glorificar ao Deus Criador de todas as coisas: Em (Mat. 5:16) a segunda parte do versículo diz: [...] “para que vejam as vossas boas obras, e glorifiquem a vosso Pai, que está nos céus”. No grego a palavra glorificar e: (δοξάσωσιν – doxásosin), que significa também honrar, dignificar, exaltar a Deus Pai. Deus quer ser glorificado, honrado, dignificado e exaltado através das boas obras dos salvos que consequentemente se tornam filhos de Deus. Através de nosso viver e testemunho. Glorificado através daqueles que vem a Ele e em sua casa, porque o significado principal é glorificamos ao Senhor da vida. A ideia aqui não é um ato que acontece e acaba; é um glorificar continuamente, constante hoje, amanhã e enquanto aqui vivemos. No domingo na casa de Deus, continua no decorrer da semana onde estivermos, até nos encontrarmos no domingo outra vez no templo e assim forma um círculo continuo. O glorificar a Deus vem acompanhado da palavra grega (ὑμων - humon) que reforça a ideia de glorificar com cânticos, com hinos de louvor, com alegria e gratidão. A igreja do Senhor tem glorificado a Deus com alegria e gratidão? O que tem atrapalhado esse glorificar com alegria e gratidão? Mas temos nós glorificado realmente a Cristo com o nosso viver? Deus que sabe de todas as coisas está sabendo se os motivos o porquê não estamos glorificando se justificam diante DELE ou não! Se em Mat. 5:16 a palavra grega para Pai é (πατέρα – patéra) que significando todos os filhos glorificando O Único Pai, que é Deus. Já em (Mat. 6:9) a palavra Pai no grego é (Πάτερ – páter) que traz a ideia de Pai de várias pessoas que têm a mesma descendência, que nasceram da mesma fonte, do Espírito Santo e da água, o que Jesus Cristo disse a Nicodemos em (João 3:3,5,7 e II Cor. 5:17), que é o nascer de cima, do alto e da ação Divina recriando o homem decaindo em sua natureza pecaminosa herdada de Adão e Eva. Portanto, somos filhos do Mesmo Pai, se recebemos a Jesus Cristo como salvador pela fé. Quando lemos (João 1:12) vamos entender claramente o exposto acima. “Mas, a todos quantos o receberam, aos que creem no seu nome, deu-lhes o poder de se tornarem filhos de Deus”. Se tornamos filhos de Deus no momento em que cremos e recebemos a Jesus Cristo, isso significa que antes de recebermos e crermos, não éramos filhos de Deus, mas criaturas, pois Ele nos recria em Jesus Cristo, seu Filho amado. O grego traz a ideia de Filhos do mesmo caráter, tal qual, semelhante, não só uns para com os outros, mas principalmente para com o Pai que é Jeová. Temos nós, os cristãos, o mesmo caráter do Senhor Jesus? Precisamos dizer que os salvos são somente aqueles que têm o mesmo caráter de nosso salvador! Que o nosso viver tem que ser parecido com o do Senhor Jesus! Que o viver dos crentes tem que ser tal qual o de Jesus Cristo! Tem que ser semelhante ao do Senhor! Se o nosso viver ainda não é tal qual o do nosso salvador, se não é semelhante, ainda não somos salvos; portanto, precisamos buscar essa salvação para vivermos semelhantes ao Senhor de nossas vidas, se queremos realmente ser salvos! Mais informações sobre salvação, CLICK AQUI e será direcionado para o post específico. Queremos terminar esse tópico citando (Efes. 4:13), “Até que todos cheguemos à unidade da fé e o pleno conhecimento do filho de Deus, ao estado de homem feito, à medida da estatura da plenitude de Cristo”. O Pai Nosso tem que contribuir para que perecemos cada vez mais com o Senhor Jesus. Que o nosso relacionamento com o Senhor seja parecido com o do Senhor Jesus com Deus Pai, como lemos em (João 10:30) "Eu e o Pai somos um". Um relacionamento carinhoso e íntimo. Mas abaixo voltaremos ao texto de (João 1:12).

FAZENDO UMA ANÁLISE PARCIAL DO TEXTO DE (MAT. 6:9-13).

O "Pai nosso" não é para ser repetido como oração de maneira rotineira, decorada como vemos em meios religiosos. Uma repetição vazia, sem sentimento e sem espiritualidade. Nem tudo o que a Bíblia relata, diz e o que o Senhor Jesus Cristo ensinou é para ser repetido como fórmula mágica ou mantra.

O PAI NOSSO NÃO É UM MANTRA! O que é um mantra? Segundo o Dicionário Aurélio Online, mantra é uma “fórmula encantatória que tem o poder de materializar a divindade invocada”. São palavras, fórmulas que os praticantes creem que tem poder mágico para facilitar a concentração, a meditação, a energização, para adormecer ou despertar, para desenvolver ou vibrar canais energéticos a fim de desobstruí-los para se achegar ao Criador. Louvor aos deuses e é considerado como oração ou encantamento, (Disponível em: http://www.significados.com.br/mantra, Acessado em: 01/06/2013). São palavras ou frases repetitivas que leva a pessoa ao estágio de hipnose, quase hipnose ou êxtase. Jesus Cristo ao deixar o Pai Nosso em forma de oração, Ele o deixou com objetivos, não só para ser recitado como um mantra de forma vazia, mecânica, estérea, sem sentimento, sem contrição; mas o deixou para ensinar princípios quando nos dirigimos ao Senhor em oração.

O PRIMEIRO PRINCÍPIO – TORNANDO-SE FILHO PRIMEIRO PARA CHAMAR DEUS DE PAI, (V.9).

Como chamarmos Deus de Pai, se ainda não nos tornamos filhos de Deus? Só chama de pai o filho legítimo! Seja ele biológico ou adotivo. Talvez você esteja fazendo a seguinte pergunta, ou questionamento: "Pastor, eu aprendi que todos nós somos filhos de Deus". A sociedade realmente, de um modo geral, diz que todos os seres humanos são filhos de Deus. Lamento em desapontar você, contrariar quem lhe ensinou de maneira errada; todavia, a Bíblia ensina-nos que só os que recebem Jesus Cristo e creem NELE como salvador, se tornam filhos de Deus. Talvez isso gere em você outra dúvida: Se não somos filhos de Deus, qual é a nossa condição diante DELE? Queremos afirmar que somos todos criaturas de Deus. Filhos nos tornamos quando recebemos e cremos em Jesus Cristo como nosso único e eterno salvador. Para que fique bem claro, para que não gere dúvida, citaremos (João 1:12) que diz: "Mas, a todos quantos o receberam, deu-lhes o poder de serem feitos filhos de Deus, aos que creem no seu nome". Uma vez feito filho de Deus, quais os privilégios e deveres de ambas as partes? O pai é quem gera os filhos, cuida, sustenta, ensina, educa, tem autoridade sobre os mesmos. Se preocupa com o bem estar dos filhos. Faz, dá o de melhor para eles. E ama os filhos. Deus como Pai é tudo isso e muito mais. Deus como Pai não é apenas 10, Deus como Pai é milhões de 10. Você concorda conosco? O filho desfruto da proteção do pai. É herdeiro legítimo. Carrega as características e o sobrenome do pai. O filho tem o dever de respeitar o pai. De ser submisso ao pai. De honrar o pai. Zelar pelo nome do pai. Amar o pai. Você já pode afirmar com toda convicção que preenche os requisitos de filho de Deus? Você já pode afirmar com toda convicção que é filho de Deus? Então, quero lhe convidar a vivermos como realmente filhos de Deus. Respeitando-O. Sendo submissos a sua autoridade. Cumprindo os seus mandamentos. Zelando, honrando o seu nome e amando a Deus de todo o nosso coração.

ANALISANDO AINDA O TEXTO DE JOÃO 1:12.

Vamos analisar a frase seguinte: "deu-lhes o poder de serem feitos filhos de Deus". De acordo com o enunciado desta frase "Os homens não são pela natureza filhos de Deus; somente por meio de receberem a Cristo obtém o direito de se tornarem filhos de Deus", (RIENECKER FRITZ E CLEON ROGERS, 1985, P. 161-162). Se, se tornam filhos de Deus, logo, antes de se tornarem filhos de Deus éramos apenas criaturas de Deus. Para se tornarem filhos de Deus, é preciso duas condições, conforme (João 1:12).

PRIMEIRA CONDIÇÃO: Crer em Cristo como único salvador, o que (At. 4:12) confirma: "E em nenhum outro há salvação, porque também debaixo do céu nenhum outro nome há, dado entre os homens, pelo qual devamos ser salvos", o que concorda com (João 14:6).

SEGUNDA CONDIÇÃO: O recebermos a Jesus Cristo como o nosso salvador. O sentido no grego de receber é uma ação continua. Recebemos e continuamos com Jesus Cristo em nossas vidas para sempre. "Na verdade, na verdade vos digo: Se alguém receber o que eu enviar, me recebe a mim, e quem me recebe a mim, recebe aquele que me enviou", (João 13:20). Só se torna filho de Deus mediante a ação do Senhor de nos fazer seus filhos, pelo seu poder, nós não podemos nos tornar filhos de Deus por nós mesmos. O sentido no grego, mas uma vez é que, uma vez filhos de Deus, continuamos filhos para sempre. Uma vez filho de Deus, esse filho assume o compromisso ativo com o Senhor. Ao receber Jesus Cristo como salvador, a pessoa aceita tudo o que Ele declara ser; assume também dedicar toda a sua vida a Ele por toda a sua existência. Uma vez filhos de Deus, somos coerdeiros de Deus em Cristo Jesus. Portanto, não somos qualquer um! Não herdamos qualquer coisa! Somos filhos do soberano do universo! Somos herdeiros da vida eterna com Deus! Do paraíso perdido em Adão e Eva. Para concluir este tópico: Ficou claro para você como se tornar filho de Deus? Entendeu o que foi dito? O "Pai nosso", não é para ser repetido e recitado de cor de nosso ponto de vista, mas para aprendermos princípios que o Senhor Jesus Cristo quis ensinar ao orarmos ao Senhor. Só podem chamar Deus de Pai aqueles que já creem e receberam a Cristo como salvador. Você já crê e já recebeu Jesus Cristo como o seu salvador? Se ainda não recebeu, infelizmente ainda não é filho de Deus, mas criatura. Todavia, você pode se tronar filho de Deus agora, é só crer de coração e receber a Jesus Cristo como o seu salvador. Faça isso enquanto tem vida para decidir, pois chegará a hora que não poderá fazer mais as suas escolhas, pois diz o adágio popular que "morto não tem vontade" e confere o texto bíblico de (Luc. 13:19-31).

SEGUNDO PRINCÍPIO: COMO DIZER “PAI NOSSO QUE ESTÁS NOS CÉUS”? (V.9), QUEM NÃO ESTÁ INDO PARA O CÉU?

Aqueles que acreditam que o Céu e o Inferno são aqui mesmo? Aqueles que vivem em função das coisas deste mundo? Se o coração está preso as coisas terrenas? Passageiras? Materiais? E efêmeras? Se o viver no Céu não é prioridade para a maioria dos que recitam o Pai nosso que estás nos Céus? Só pode orar ao Deus que está no Céu, quem deseja, enquanto aqui viver, o ir para o Céu! Aqueles que tem certeza que estão indo para o Céu! E só vão para o Céu aqueles que creem e recebem a Jesus Cristo como salvador Único, (João 14:6; Atos 4:12; Efes. 2:8-9 e II Tim. 2:5). Talvez você que está lendo estas linhas, discorde de nós, e tem o direito de discordar. Todavia, discordar com base sólida. “O pastor não pode dizer que tem aqueles que não estão indo para o Céu e aqueles que tem certeza que estão indo para o Céu”. Posso dizer sim! Não por mim, mas baseado na Palavra de Deus. Senão vejamos alguns textos: (Mat.20:16) "Assim os derradeiros serão primeiros, e os primeiros derradeiros; porque muitos são chamados, mas poucos escolhidos”. Em (Mat. 7:13-14) Jesus diz: “Entrai pela porta estreita; porque larga é a porta, e espaçoso o caminho que conduz à perdição, e muitos são os que entram por ela; E porque estreita é a porta, e apertado o caminho que leva à vida, e poucos há que a encontrem”. Além dos textos de (Luc. 16:19-31 e I João 5:14-15). Conclua você mesmo após ler os textos citados! Quem está procurando a porta estreita e o caminho apertado não é a minoria? Isso significa renunciar desde o que a sociedade oferece de prazeres obscenos até a renúncia do eu, do orgulho, do querer salvar-se a si mesmo. Onde está a multidão? Entrando pela porta larga e pelo caminho espaçoso que levam a perdição. Isso significa fazer tudo o que desejo o coração sem nenhuma renúncia e esbaldar nos prazeres obscenos da vida. Medite no que Jesus Cristo disse em Mat. 16:24-27. A Bíblia diz em I João 5:14-15, que se pedimos alguma coisa segundo a vontade do Senhor, Ele nos ouve. Logo, se é da vontade de Deus que todos sejam salvos, se pedimos para que Ele nos salvem, Ele nos atenderá. O que é confirmado em (Rom. 8:16) que diz: “O mesmo Espírito testifica com o nosso espírito que somos filhos de Deus”. Podemos ter certeza da salvação. O problema está em como chamar Deus de Pai nosso que estás nos Céus quem vive para este mundo? Só pensa nas coisas terrenas? Se o viver no Céu não é prioridade na vida da pessoa enquanto aqui vive? Se não quer saber do Reino do Senhor enquanto aqui vive? Céu é o lugar muito especial! Lindíssimo! É o lugar da morada de Deus, de seus anjos, de Jesus Cristo e dos salvos. De onde Ele governa o universo. Lugar onde o ser humano estará bem seguro, protegido, feliz, desfrutando da vida plena, sem sofrimento algum,(Ap. 21:4. O Céu é real, porque foi o Senhor que o Criou. O Céu é real porque a Bíblia fala dele em dezenas de textos. O Céu é lugar para os salvos, os autênticos filhos de Deus. É o lugar de mais elevada realização espiritual dos salvos com Deus, é o que afirma Heb. 2:10 - "Porque convinha que aquele, para quem são todas as coisas, e mediante quem tudo existe, trazendo muitos filhos à glória, consagrasse pelas aflições o príncipe da salvação deles". Queremos concluir este tópico dizendo que: Deus está chamando você para ser filho DELE. Para desfrutar de todas as maravilhas que Ele preparou para os que creem e recebem a Jesus Cristo como salvador. Deus está chamando você para ser o(a) herdeiro(a) de tudo o que Ele criou, inclusive o Céu, lindo e maravilhoso. Você quer e deseja ir para o céu? Então recebe e crê em Jesus Cristo, em seu coração, enquanto você pode escolher ser salvo, já que depois da morte isso não é possível de acordo com Luc. 16:19-31.

TERCEIRO PRINCÍPIO – “SANTIFICADO SEJA O TEU NOME”, V.9.

Como dizer: "Santificado seja o teu nome", se não querem viver em santidade para Jeová? Se a maioria das pessoas nem sabe que Deus é santo? Não está nem aí para o Senhor? Não querem saber da santidade de Deus? Muito menos da sua santidade para agradar o Senhor! Ainda cabe algumas perguntas para se pensar e refletir: Santificado seja o teu nome, de que maneira? Através de que? Através de quem? O sentido no grego é o homem tratar o Senhor como santo, é reverenciar o Senhor como santo nas orações. Quantas orações que tratam o Senhor, que é Soberano, como objeto que apenas satisfaz os desejos dos homens? O tratar, o reverenciar o Senhor Deus como santo é um imperativo com ação constante ou continua. Quando o Senhor Jesus disse: "Santificado seja o teu nome", Ele quis deixar claro que Deus é puro, e que nós somos impuros. Todavia, em outros textos dizem que o sangue de seu Cordeiro imaculado nos purifica de todos os nossos pecados, é o que lemos em (João 1:29) "No dia seguinte João viu a Jesus, que vinha para ele, e disse: Eis o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo". Em (I João 1:7) diz: "Mas, se andarmos na luz, como ele na luz está, temos comunhão uns com os outros, e o sangue de Jesus Cristo, seu Filho, nos purifica de todo o pecado". Logo, entendemos que só pode dizer: “Santificado seja o teu nome”, aqueles que já foram lavados pelo sangue do Senhor Jesus Cristo, sangue este derramado na cruz para nos purificar de nossos pecados e nos salvar da condenação eterna e é o que (Apoc. 7:14) diz: "E eu disse-lhe: Senhor, tu sabes. E ele disse-me: Estes são os que vieram da grande tribulação, e lavaram as suas vestes e as branquearam no sangue do Cordeiro". O nosso desejo é que possamos reconhecer Deus como santo, que por sua vez nos leva a reconhecermos que somos impuros e que necessitamos da santidade do Senhor. Reconhecê-Lo como santo, é reconhecer que Ele está separado de tudo o que é comum, tudo o que é profano. É adorar o Senhor como o Ser Divino e grandemente abençoador. O Senhor já tem conhecimento Que Ele é santo, pois faz parte de sua essência. Ao orarmos dizendo: "santificado seja o teu nome", nós sim, que precisamos estar reconhecendo, admitindo o quanto o Senhor é santo e nós profanos, precisando de sua purificação e de sua santificação e é o que Ele ordena tanto no Antigo Testamento, "Portanto santificai-vos, e sede santos, pois eu sou o SENHOR vosso Deus”, (Levítico 20:7), bem como no Novo Testamento, "Mas, como é santo aquele que vos chamou, sede vós também santos em toda a vossa maneira de viver; Porquanto está escrito: Sede santos, porque eu sou santo”. (I Pedro 1:15- 16). Ao dizermos: santificado seja o teu nome, estamos fazendo um contraste do nome de Deus Todo-Poderoso em relação a todos os deuses e ídolos que os homens adoravam e ainda adoram. O nome de Deus está acima de qualquer outro nome, como nos diz (Efes. 1:21) "Acima de todo o principado, e poder, e potestade, e domínio, e de todo o nome que se nomeia, não só neste século, mas também no vindouro". "Quando oramos: santificado seja o teu nome, não estamos tendo uma conversa informal com um colega igual a nós. Ainda que nossas orações tenham que refletir a íntima relação que temos desenvolvida com Deus. Precisamos sempre reconhecer que estamos nos aproximando de um ser muito poderoso, santo e justo, através do acesso possibilitado pelo sangue de Cristo", (Autor: Dennis Alan. Disponível em: http://www.estudosdabiblia.net/200215.htm; Acessado em: 16/04/2013). O Senhor Jesus Cristo, ao ensinar o Pai Nosso aos seus discípulos e consequentemente a nós também, Ele quer de nós atitudes para com o próprio Deus. Atitude de respeito, de reverência, de louvor, de adoração e a busca da santificação em Deus. Com um adento em que corremos o risco de respeitar mais o nome de Deus do que a Pessoa do Próprio Deus. Esse era o erro que os judeus cometiam e de muitos de nossos dias. Outro risco é usar o nome de Deus em vão, quando o Próprio Senhor proibiu como vemos em (Êxodo 20:7) "Não tomarás o nome do Senhor teu Deus em vão". Exemplos de tomarmos o nome de Deus em vão: "Pelo amor de Deus". "Ai meu Deus". Eu juro pelo nome de Deus. As pessoas fazem isso sem ter consciência de reverência ou suplica sincera ao Senhor. Quanto a juramento vejamos o que o Senhor Jesus diz em (Tiago 5:12) "Mas, sobretudo, meus irmãos, não jureis, nem pelo céu, nem pela terra, nem façais qualquer outro juramento; mas que a vossa palavra seja sim, sim, e não, não; para que não caiais em condenação”. Será esclarecedor conferir (Mat. 23:16-22). Deus não quer que digamos as coisas certas com atitudes erradas para agradar os homens. Ele quer que dizemos as coisas certas, com a vida certa, pelos motivos certos sabendo que somos apenas criaturas e que o Senhor é o criador. Que somos pecadores e que só Ele pode nos santificar. O que adiante dizermos: "santificado seja o teu nome", se não estamos honrando o nome de Deus em nosso viver. Pense nisso enquanto ainda há tempo!

QUARTO PRINCÍPIO: “VENHA O TEU REINO”, V. 10.

"Venha o teu reino", é um pedido desejoso, é um desejo permanente que o Reino do Senhor se estabeleça definitivo e por completo na terra, a começar por minha, pela sua e por nossas vidas. Para que o Reino de Deus se estabeleça na terra, primeiro ele tem que estabelecer dentro de nós. Vejamos o que o Senhor Jesus diz em (Mat. 4:17) "Desde então começou Jesus a pregar, e a dizer: Arrependei-vos, porque é chegado o reino dos céus”. Destacaremos algumas verdades deste texto e de outros sobre o reino dos céus: 1ª – Se com a chegada de Jesus Cristo era chegado o reino dos céus, logo, Jesus Cristo é o Rei e é Ele quem implantou o seu reino neste mundo. O reino do Senhor está aqui presente. 2ª – Para fazer parte deste reino somente através do arrependimento, além de receber Jesus Cristo em sua vida e crer NELE, o que já foi dito acima. O arrependimento está no tempo verbal de um imperativo e de uma ação continua; isto é, arrependimento hoje, amanhã e enquanto aqui vivermos. O que é arrependimentos? No grego a palavra para arrependei-vos é (Μετανοεῖτε – Metanoeite) que é mudar de opinião, emocional, de atitude espiritual e moral para com Deus. Mudanças nos princípios e nas práticas. É o abandono definitivo do curso em que a sociedade indica para as pessoas, para viver o curso indicado pelo o Senhor. É a mudança do homem a partir de seu interior. 3ª - "Nem todo o que me diz: Senhor, Senhor! entrará no reino dos céus, mas aquele que faz a vontade de meu Pai, que está nos céus”, (Mateus 7:21). Deus reina sobre toda a sua criação, sobre todos os seres viventes, até mesmo sobre o Diabo. O pedido no Pai nosso: “Venha o teu reino”, é que o Senhor reine sobre a vida daqueles que pedem querendo realmente que o Senhor reinem sobre as suas vidas. Isso não pode ser dito de maneira leviana e sem um compromisso com o Rei Jesus! Só pode fazer este pedido aqueles que reconhecem a Jesus Cristo como salvador, Senhor de suas vidas, que o adoram, amam e obedecem ao Senhor da glória. Sendo o reino dos céus real e legítimo, o Rei deste reino é o Senhor Deus como vemos em (I Sam. 12:12) "E vendo vós que Naás, rei dos filhos de Amom, vinha contra vós, me dissestes: Não, mas reinará sobre nós um rei; sendo, porém, o Senhor vosso Deus, o vosso rei". Samuel não tinha dúvidas que o verdadeiro rei deste universo é o Senhor Deus. E nós somos súditos de qual rei: Deus ou o Diabo? Reinado este que o Deus-Pai transferiu para o Deus-Filho, como lemos em (Mat. 28:18) "E, chegando-se Jesus, falou-lhes, dizendo: É-me dado todo o poder no céu e na terra". Como dissemos no início: Venha o teu reino é um pedido feito ao Senhor por quem recita o Pai Nosso. Como pedir ao Senhor: Venha o teu reino, quem está fora do reino do Senhor? Como pedir: Venha o teu reino, quem não pensa no reino do Senhor como prioridade em sua vida? Como pedir: Venha o teu reino, quem não quer viver em conformidade com as leis do rei e de seu reinado?

O REINO DE DEUS TEM DOIS ASPECTOS:

O PRIMEIRO: No presente, o reino do Senhor é manifestado onde o Senhor é adorado em Espírito, em verdade e seguido pelos seus discípulos, nos corações onde o Senhor reina. Um reino invisível porque Ele está reinando através dos salvos. Ele está reinando através da direção de toda a criação.

O SEGUNDO: O Reino do Senhor virá de modo completo ao mundo quando Jesus Cristo vencer o último inimigo, por ocasião de sua volta, (2 Tes. 2:8) "E então será revelado o iníquo, a quem o Senhor desfará pelo assopro da sua boca, e aniquilará pelo esplendor da sua vinda". Este texto se refere ao anticristo como inimigo, não só dos que creem, como inimigo do Próprio Senhor Jesus. Em (1 Cor. 15:26) "Ora, o último inimigo que há de ser aniquilado é a morte". Este inimigo será vencido em duas etapas. A primeira com a ressurreição dos salvos que é a primeira ressurreição. A segunda etapa se dará com a ressurreição dos não salvos, após o milênio que é a segunda ressurreição. Com um detalhe: Só o Senhor poderá estabelecer o seu Reino, tanto nos corações dos que recebem a Jesus Cristo como salvador, bem como, o Reino visível com o advento do milênio e que se estenderá após o Juízo Final. Neste universo só existem dois reinos: O reino do inimigo e o reino do Senhor. O reino das trevas e o reino da luz. O reino da perdição e o reino da salvação. De qual faremos parte nesta vida e na vindoura após a morte, depende de nossas escolhas enquanto aqui vivemos. Eu já fiz a minha escolha. E você já fez a sua? O ser humano só pode estar a serviço de um rei. Jesus Cristo deixa bem claro em (Mat. 6:24) "Ninguém pode servir a dois senhores; porque ou há de odiar um e amar o outro, ou se dedicará a um e desprezará o outro. Não podeis servir a Deus e a Mamom". A palavra Mamon é aramaica e significa dinheiro, bens materiais, riquezas e personifica a satanás também. Ao dizer: "Venha o teu reino" é preciso estar consciente das implicações que envolve tal pedido. O verbo, "Venha o teu reino", o seu tempo no grego tem duas características importantes:

PRIMEIRA: O seu tempo é o imperativo. O imperativo é uma ordem e ordem se obedece ou desobedece e sofre as consequências.

SEGUNDA: O verbo diz que a sua ação é contínua, isto é, o Reino do Senhor veio quando criou todas as coisas; continua na pessoa de seu filho habitando em cada coração dos salvos; e continuará quando ingressarmos na eternidade, a minoria no Céu e a maioria, infelizmente, no inferno. Ao recitarmos o Pai Nosso, estamos pedindo para Deus que Ele estabeleça sua soberania na terra, principalmente sobre nossas vidas. Você está consciente disso? Mas quantos que recitam o Pai Nosso, todavia, não estão nem aí para a soberania de Deus? Vivem como se Deus não fosse soberano, nem mesmo existisse! Queremos convidar você a recitar o Pai Nosso quando tiver consciência que Deus é seu pai porque você já aceitou a Jesus Cristo como o seu salvador. Que estás nos Céus porque você tem a plena confiança que está indo para o Céu através de Jesus Cristo e só Ele é que nos conduz para o paraíso. Santificado seja o teu nome porque você está vivendo uma vida somente para o Senhor. Venha o teu Reino porque você já está dentro do reino do Senhor. Pense nisso.

QUINTO PRINCÍPIO: SEJA FEITA A TUA VONTADE

O Nosso texto ainda é (Mat. 6:10) que diz: "seja feita a tua vontade, assim na terra como no céu". O Senhor Jesus Cristo ao recomendar o Pai Nosso como oração modelo, Ele estava ensinando sobre a vontade do Deus-Pai aos seus seguidores. Nos diz (Rom. 12:2 parte final) que a vontade do Senhor para nós é “boa”, “agradável” e “perfeita”. Ao dizer: "seja feita a tua vontade, assim na terra como no céu", Ele está se referindo a totalidade de todas as coisas criadas pelo o Senhor, que no grego é (κóσμον – cosmon), cosmos significa todo o universo. Ele quer ensinar que a vontade de Deus é soberana, está acima de tudo e de todos. Ao recitarmos o Pai Nosso, estamos fazendo um pedido desejoso ao Senhor, que sua vontade esteja acima de nossa vontade. Vontade no grego tem o sentido de Deus exercer a sua vontade adequadamente, não baseada em emoções e desejos, mas no querer de Deus com propósito, com ordem, com comando, tanto no céu como na terra. Será que as pessoas que repetem o Pai Nosso sabem destas verdades? Os mentores, os líderes espirituais deles ensinam essas verdades? Sinceramente que tenho as minhas dúvidas. A vontade soberana do Senhor não é satisfeita ao recitarem o Pai Nosso. A vontade do Senhor não é satisfeita em frequentar uma igreja, em ser membro da mesma, em fazer caridade e em pagar os dízimos. Os líderes religiosos dos judeus faziam tudo isso, por outro lado estavam reprovados pelo o Senhor Jesus Cristo, porque não faziam a vontade de Deus Jeová. Para se fazer a vontade do Senhor é preciso viver se auto negando, negando a sua própria vontade para que a vontade soberana do Senhor prevaleça em nossas vidas. A vontade do Senhor, para nós, consiste em sermos misericordiosos como diz (Mat. 9:13) "Ide, porém, e aprendei o que significa: Misericórdia quero, e não sacrifício. Porque eu não vim a chamar os justos, mas os pecadores, ao arrependimento". Misericórdia é sentir a dor do outro que a miséria causa. A Vontade do Senhor é que sejamos salvos, como nos diz (II Pedro 3:9) "O Senhor não retarda a sua promessa, ainda que alguns a têm por tardia; mas é longânimo para conosco, não querendo que alguns se percam, senão que todos venham a arrepender-se". A Vontade do Senhor é que sejamos santos, como nos diz (I Pedro 1:15-16) "Mas, como é santo aquele que vos chamou, sede vós também santos em toda a vossa maneira de viver; Porquanto está escrito: Sede santos, porque eu sou santo". A Vontade do Senhor é que sejamos produtivos na obra DELE, como nos diz (João 15:16) "Não me escolhestes vós a mim, mas eu vos escolhi a vós, e vos nomeei, para que vades e deis fruto, e o vosso fruto permaneça; a fim de que tudo quanto em meu nome pedirdes ao Pai ele vo-lo conceda". Os que exploram a cura divina, como vontade de Deus, para encherem os templos, desconhecem, ignoram ou omitem os seguintes textos de suas preleções, tais como: (II Tim. 4:20) "Erasto ficou em Corinto, e deixei Trófimo doente em Mileto". (I Tim. 5:23) "Não bebas mais água só, mas usa de um pouco de vinho, por causa do teu estômago e das tuas frequentes enfermidades". Muitos líderes religiosos tem dificuldades com esses textos. Pois, se o Senhor curou pessoas através do Apóstolo Paulo, como relata (Atos. 14:9-10) "Este ouviu falar Paulo, que, fixando nele os olhos, e vendo que tinha fé para ser curado, Disse em voz alta: Levanta-te direito sobre teus pés. E ele saltou e andou". Por que o Apóstolo Paulo não curou Trófimo e nem Timóteo, nem a si mesmo como ele mesmo relata em (II Cor. 12:7-9? É aí que entra a vontade soberana do Senhor. Sendo a vontade de Deus soberana, Ele cura quem Ele quer! Como quer! Quando quer! Da forma que quer! Ele cura alguns e deixa de curar outros, porque a sua vontade é soberana e está acima da fé humana. Quando recitarmos o Pai Nosso, seja feita a tua vontade, assim na terra com no céu precisamos entender, já de antemão, que a vontade do Senhor é soberana, que essa vontade poderá ser favorável ou contrária a nossa vontade. Recite o Pai Nosso sabendo que a vontade de Deus é soberana e que sejamos submissos a Ela. Amém!

SEXTO PRINCÍPIO: A NOSSA DEPENDÊNCIA TOTAL DO SENHOR, V.11, "O pão nosso de cada dia nos dá hoje".

O Senhor Deus supre, as nossas necessidades, as quais não podemos fazer, porque as que estão em nosso alcance, como preparar a terra, semear e limpar Ele nada fará por nós. Mas quanto ao crescimento que depende de chuva, sol e oxigênio Ele providenciará. O Pai Nosso tem princípios a serem observados pelos que professam a fé no Deus Todo Poderoso e Soberano. O princípio que o pai sustenta o filho. O princípio da dependência total do filho em relação ao pai. O princípio que o filho precisa expressar a sua vontade, sua necessidade de alimento, para o pai. O princípio da comunicação entre filho e pai, pai e filho. Poucos são, os que se dão conta, que o alimento diário, de todos os dias, não depende só dos braços dos homens, dos maquinários mecânicos em preparar a terra, plantar e colher. Se assim o fosse, os nordestinos, em alguns estados não estariam perdendo o seu gado, suas lavouras, passando necessidades, principalmente de água. Para termos o pão de cada dia, o alimento diário, dependemos de elementos da natureza, que Deus a criou perfeita, que o homem está destruindo, por causa da ganância, da avareza, do egoísmo e da falta de consciência. Dependemos da chuva, que em algumas regiões chove demais e destrói o alimento. Em outras não chove e não produz o alimento. Dependemos da luz do Sol, sem o qual não há produção de comida. Dependemos do oxigênio para se produzir o pão de cada dia. O interessante é que, o homem com toda a sua ciência, com todo o seu conhecimento que pode até prever a chuva, o temporal, a tempestade, a falta dela; com todo o seu maquinário moderno para preparar a terra, plantar e colher; todavia, este mesmo homem, superdotado de conhecimento, não pode fazer chover; não pode criar o Sol; não pode fazer a luz do sol chegar a terra se o tempo está nublado; e não pode fabricar, produzir o oxigênio para atender todo o planeta terra. Só o Senhor é capaz de criar, de produzir todos os elementos para a terra produzir as condições para que o homem possa viver e sobreviver na terra; a chuva, o oxigênio e a luz para atender todo o planeta e fazer produzir o nosso alimento. O homem explica o que Deus criou, se é que explica, mas não cria o que o Senhor criou. O Senhor Jesus Cristo está ensinando através do (V.11) "O pão nosso de cada dia nos dá hoje", o princípio da dependência total de todos os seres viventes na terra do Senhor no dia a dia. Não é o alimento de ontem que sobrou para hoje! Nem o alimento que sobra para amanhã, mas o de hoje. Isso nos leva a meditarmos sobre alguns relatos bíblicos:

1 - Sobre o Maná que o Senhor enviava a cada dia para sustentar o povo no deserto, (Êxodo 16:15,19-20) que diz: "E, vendo-a os filhos de Israel, disseram uns aos outros: Que é isto? Porque não sabiam o que era. Disse-lhes pois Moisés: Este é o pão que o SENHOR vos deu para comer [...] E disse-lhes Moisés: Ninguém deixe dele para amanhã. Eles, porém, não deram ouvidos a Moisés, antes alguns deles deixaram dele para o dia seguinte; e criou bichos, e cheirava mal; por isso indignou-se Moisés contra eles". O sustento do Senhor era dado dia a dia, exceto de sexta para sábado que podia colher de um dia para o outro.

2 - A multiplicação dos pães pelo o Senhor Jesus Cristo, o que lemos em (Mat. 15:36-38) "E, tomando os sete pães e os peixes, e dando graças, partiu-os, e deu-os aos seus discípulos, e os discípulos à multidão. E todos comeram e se saciaram; e levantaram, do que sobejou, sete cestos cheios de pedaços. Ora, os que tinham comido eram quatro mil homens, além de mulheres e crianças". Quando o alimento é pouco, escasso, o Senhor se encarrega de multiplicar, fazendo com que o pouco se torne em muito. Sobraram 7 cestos cheios. Como Deus multiplicou o azeite e a faria da viúva de Serepta, "Porque assim diz o SENHOR Deus de Israel: A farinha da panela não se acabará, e o azeite da botija não faltará até ao dia em que o SENHOR dê chuva sobre a terra [...] Da panela a farinha não se acabou, e da botija o azeite não faltou; conforme a palavra do SENHOR, que ele falara pelo ministério de Elias”, (I Reis 17:14 e 16).

3 - Por isso que o Senhor Jesus Cristo, em (Mat. 6:25,31, 34 e 33) diz: "Por isso vos digo: Não andeis cuidadosos quanto à vossa vida, pelo que haveis de comer ou pelo que haveis de beber; nem quanto ao vosso corpo, pelo que haveis de vestir. Não é a vida mais do que o mantimento, e o corpo mais do que o vestuário? Não andeis, pois, inquietos, dizendo: Que comeremos, ou que beberemos, ou com que nos vestiremos? Não vos inquieteis, pois, pelo dia de amanhã, porque o dia de amanhã cuidará de si mesmo. Basta a cada dia o seu mal. Mas, buscai primeiro o reino de Deus, e a sua justiça, e todas estas coisas vos serão acrescentadas".

O V.11 é uma oração dentro do Pai Nosso. É o pedido de quem não tem para dar a quem tudo tem para oferecer. Isso, para mim, é viver na total dependência do Senhor. Ao orar, a pessoa tem que ter em mente que está se submetendo a total dependência do Senhor. Ao orar, o fiel precisa saber que está adorando o Senhor. Ninguém adora, verdadeiramente, em espírito e em verdade (João 4:23), recitando, decorando um texto bíblico, uma oração pré-fabricada ou um mantra. A adoração é muito objetiva, é real, é concreta, depende de sinceridade e seriedade para com o Senhor. Orar é dizer para Deus o que está pensando, sentindo em uma conversa franca com o Senhor. Faça o propósito em adorar o Senhor em espírito e em verdade. Em orar com sinceridade, abrindo sua vida para o Senhor e dizendo-O de suas alegrias, vitórias, tristezas e derrotas; e verás o resultado que será grandioso, muito além em relação a recitação de cor do Pai nosso. Faça isso enquanto ainda pode pensar de maneira racional.

O SÉTIMO PRINCÍPIO: A DIMENSÃO DO PERDÃO DE DEUS, 6:12 - "E perdoa-nos as nossas dívidas, assim..."
Falarmos sobre o perdão, é falarmos sobre uma dimensão muito grande, não só pela profundidade de conteúdo, bem como os benefícios que nos traz, a dimensões do perdão do Senhor Deus.

EM PRIMEIRO LUGAR – A DIMENSÃO PSICOLÓGICA OU EMOCIONAL. Existem aqueles que tem facilidade de perdoar, de pedir perdão, que consequentemente vivem com a saúde melhor; têm vida mais longa; vivem mais felizes e em paz. Têm boas amizades; bons relacionamentos sociais. Ainda falando do Perdão na Dimensão Psicológica: Existem aqueles que perdoam, pedem perdão com facilidade aos outros, todavia, tem uma imensa dificuldade de perdoarem a si mesmos. Convivem com os sentimentos de culpa há anos, que não é culpa deles. Com raras exceções, são pessoas tímidas, de autoestima baixa, se consideram sem valor, sem prestígio e um zero à esquerda. Se isolam, contentam-se em viver uma vida pacata, modesta, com escassez desde do conhecimento, de estudo e materiais. Ou vivem o outro extremo! Pobres de “marré, marré”! No entanto, são metidos a sábios, a falarem difícil, querem se vestir bem sem poder para ostentarem, mostrarem que são importantes, uma situação que não são. Uma forma de se acharem superiores, quando na verdade, querem esconder ou negarem a realidade interior. Qual realidade interior? A que quando olham para dentro de si mesmas não se gostam, não se apreciam, não se amam e não se aceitam como são. Ainda Pensando no Perdão na Dimensão psicológica, encontramos aqueles que não perdoam, não pedem perdão nem mortos. Com certeza, são pessoas infelizes, mal sucedidas em seus relacionamentos, em várias áreas da vida, inclusive no casamento. Os que não perdoam nem mortos, com certeza, adoecem com mais facilidade da alma, bem como do físico. Morrem mais cedo também. Os que não perdoam nem mortos, são resmungões, ranzinzas, briguentos, vivem de mal com as pessoas, de mal com eles mesmos e de mal com a vida. Você é capaz de nos entender? Concordar conosco? Daí a importância do perdão como princípio do Pai Nosso, que as pessoas fazem questão de dizer que é uma oração universal, o que não discordo. Todavia, os princípios que o Pai Nosso nos ensina, são mais importantes do que simplesmente o repetir de maneira vazia, mecânica, sem sentimento e sem vida o Pai Nosso.

EM SEGUNDO LUGAR - A DIMENSÃO SOCIAL OU RELACIONAL. Perdoar, não é questão e artigo de luxo, de não querer! Perdoar é necessidade social e no relacionamento humano. A começar na família. Com certeza, as famílias com maiores dificuldades de relacionamento, chegando ao desmantelamento da mesma, tem como mola propulsora, a dificuldade de perdoar que, às vezes, se perpetua de geração a geração dentro da família. Já imaginou, já pensou em uma sociedade sem o senso de perdão? Como será o relacionamento social dessa sociedade? Onde ninguém releva a ninguém? Onde o senso de perdoar, de pedir perdão não existe? A disposição em reconhecer o erro? Com certeza essa sociedade virará uma praça de guerra. É, exatamente o que está acontecendo em nossa sociedade. Existe uma guerra, ainda que sutil, entre gangues, traficantes, classes sociais, religiões, grupos e classes sociais, audiência, poder e uma disputa de quem é melhor. Só não vê quem não quer ver. Perdoar, o pedir perdão implica em reconhecer os erros. Impõem limites, respeitar direito e a liberdade dos outros. Onde ou quando não há a consciência da necessidade de perdoar, de pedir perdão, não se respeita princípios, direitos dos outros, nem reconhece os limites próprios. A falta da consciência de que necessitamos perdoar e pedirmos perdão caracteriza uma forma de escravidão, de querer se impor ainda que seja por intimidação e violência para predominar. Querem atropelar tudo, todos por aí! Sejamos claros. Onde as gangues, os traficantes, os marginais predominam, não há o senso de perdão. De limites para as gangues. As pessoas vivem escravizadas, debaixo da ditadura da criminalidade. Nesta sociedade criminosa não há consciência de perdão. Se deve para o traficante, morre. Se errar para com o chefe do tráfico, morre. Se deve para a gangue sofre as retaliações, as perseguições e a violência. A sociedade está nesta situação porque não se pensa, não se fala, muito menos se forma consciência quanto a necessidade do perdão.

EM TERCEIRO LUGAR - A DIMENSÃO DO PERDÃO DO PONTO DE VISTA BÍBLICO E TEOLÓGICO, V.12 [...] “assim como nós perdoamos aos nossos devedores”, leia também os Vs.14-15.

O perdoar na língua original em que o Novo Testamento foi escrito, o verbo está no tempo imperativo. Portanto, é uma ordem! Traz o sentido, também, de uma ação contínua em que perdoamos hoje, amanhã e sempre. O que significa perdoar? Significa cancelar uma dívida, apagar a dívida assim como nós perdoamos, cancelamos a dívida daqueles que nos devem moralmente. Nós temos uma dívida para com o Senhor, por causa de nosso pecado original, o pecado por ação e por omissão. Dívida esta, que não temos condições de pagá-la, pois não se paga com dinheiro, mas com a própria vida. Foi preciso que Jesus Cristo viesse na forma de Deus-Homem, morrer em nosso lugar, para pagar o preço de nossos pecados, o que nós não podemos pagar. Todavia, o perdão de nossa dívida para com o Senhor está condicionado a perdoarmos os nossos devedores. Logo, quem muito perdoa, muito é perdoado. Quem pouco perdoa, pouco é perdoado. Quem não perdoa, nunca é perdoado. É isso que está no Pai Nosso, o que muita gente que o reza não sabe. Os cristão têm o dever de perdoarem os outros em resposta, em gratidão ao perdão que o Senhor dispensa a nós. O que é reafirmado, o que é claro em (Mat. 18:32-33) quando o Senhor diz: "Então o seu senhor, chamando-o à sua presença, disse-lhe: Servo malvado, perdoei-te toda aquela dívida, porque me suplicaste. Não devias tu, igualmente, ter compaixão do teu companheiro como eu também tive misericórdia de ti?" "Os que conhecem a misericórdia de Deus devem agir segundo o princípio da misericórdia. Se não mostrarem misericórdia, mas insistir na justiça, não receberão misericórdia, mas justiça. Um coração que não perdoa é um coração não perdoado, e está sujeito ao tormento até que pague toda a dívida {...}. Um coração verdadeiramente perdoado é resultado do renascimento espiritual", (BÍBLIA ESTUDO DE GENEBRA, 1999, P. 1127). Mas uma vez a misericórdia aparece com o sentido que deve ser praticada de maneira continua. Quantas pessoas rezando o Pai Nosso, a oração universal, sem saber o principal, o princípio de perdoar para ser perdoado! Quantos rezando o Pai Nosso, dizendo para Deus perdoar as nossas dívidas, mas o coração está cheio de mágoas, de ódio, de rancores, de ressentimentos, sem o perdão de Deus porque não conseguem perdoar aqueles que lhes ofenderam e ainda pensam em vingança! O perdão de Deus a nós está condicionado na mesma proporção do nosso perdão ao próximo. Pense nisso! Queremos terminar este tópico, afirmando que o perdoar, o pedir perdão mutuamente é uma necessidade Psicológica, Social, Relacional e espiritual quanto a salvação. Se é uma necessidade psicológica, social ou relacional; logo, deve ser discutida, conscientizada a começar pelas famílias, escolas, passando pelas igrejas e consultórios médicos. O perdão do Senhor é completo, para sempre, como o vemos em (I João 1:9) que diz: "Se confessarmos os nossos pecados, ele é fiel e justo para nos perdoar os pecados, e nos purificar de toda a injustiça". Uma vez perdoado, o Senhor jamais lembra desses pecados, de acordo com (Miq. 7:19), "Tornará a apiedar-se de nós; sujeitará as nossas iniquidades, e tu lançarás todos os seus pecados nas profundezas do mar". Como é maravilhoso sentir o coração em paz, fazendo confissão, pedindo perdão e perdoando os que pedem perdão! Vamos assumir esse propósito para as nossas vidas para que vivamos uma vida espiritual irradiante! Pense nisso!

O OITAVO PRINCÍPIO: O LIVRAMENTO DA TENTAÇÃO DO MAL, 6:13

Este versículo gostamos mais da versão (NTLH) que diz: “E não deixes que sejamos tentados, mas livra-nos do mal”. Como somos fracos e propensos a praticar o que é mal aos olhos de Jeová, o pedido é propício que o Senhor não deixes que sejamos tentados. Ninguém está livre da tentação. Uns mais outros menos. Todos sofrem a tentação em várias áreas da vida. A tentação que do ponto de vista do diabo é derrotar-nos. Do ponto de vista de Deus, deve fortalecer-nos, o que o Senhor Jesus Cristo deixou claro em (Luc. 22:32) quando disse: "Mas eu roguei por ti, para que a tua fé não desfaleça; e tu, quando te converteres, confirma teus irmãos". O que é confirmado, mais tarde, pelo o Apóstolo Paulo, em (I Cor. 10:12-13): "Aquele, pois, que cuida estar em pé, olhe não caia. Não veio sobre vós tentação, senão humana; mas fiel é Deus, que não vos deixará tentar acima do que podeis, antes com a tentação dará também o escape, para que a possais suportar". Ninguém está livre da tentação, todavia temos instrumentos para enfrentá-la, dados pelo o Senhor conforme (Mat. 26:41) "Vigiai e orai, para que não entreis em tentação; na verdade, o espírito está pronto, mas a carne é fraca". O que o Apóstolo Paulo também recomenda em (I Tes. 5:17) "Orai sem cessar". A questão é: Como que alguém possa fazer um pedido ao Senhor de livramento da tentação, se ainda não deu o seu coração, se sua vida ainda não foi entregue, não pertence ao Senhor Jesus? O livramento das tentações está diretamente relacionado a aqueles que são do Senhor. Que podem clamar pelo nome do Senhor. É o que vemos em (Jeremias 29:12 e 33:3) “Então me invocareis, e ireis, e orareis a mim, e eu vos ouvirei”. “Clama a mim, e responder-te-ei, e anunciar-te-ei coisas grandes e firmes que não sabes”. Mateus 6:13 é uma oração dentro do Pai Nosso, pedindo livramento para a tentação. É o pedido do mais fraco para o mais forte. Do menor para o maior. Do sem poder, para o Todo Poderoso. Tem que ser assim mesmo! A Bíblia de Estudos de Genebra, 1999, p. 1108, em nota de rodapé deste versículo que diz: “Os perdoados oram esta petição porque confiam em Deus e não confiam em si mesmos. O Pai pode submeter-nos à provas (4:1; Dt.8:21), mas não permitirás que sejamos tentados além da nossa capacidade (I Cor. 10:13). Como se livrar da tentação, quem vive à margem da tentação? Ao alcance da tentação? Dando chance a tentação? Se vestindo de maneira provocativa? Frequentando lugares que provocam a excitação? Satisfazendo os desejos da natureza pecaminosa, como o Apóstolo Paulo cita em (Gal. 5:19-21). Como se livrar da tentação se só pensa em coisas pornográficas? De nada adianta rezar o Pai nosso, pedindo livramento, se não evitar as tentações ou os lugares onde poderá ser tentado(a)! Mal no texto do Pai nosso é literalmente maligno e se refere ao diabo. O Senhor poderá até permitir o sermos tentados pelo mal, para provar-nos como o fez com Israel, o que lemos em (Deut. 8:2) "E te lembrarás de todo o caminho, pelo qual o Senhor teu Deus te guiou no deserto estes quarenta anos, para te humilhar, e te provar, para saber o que estava no teu coração, se guardarias os seus mandamentos, ou não". É preciso entender que o Senhor permite que sejamos provados e tentados, jamais com a intenção que fraquejemos; pelo contrário, para provar a nossa fidelidade para com Ele. Aprendemos outro princípio dentro do (V.13), o princípio que o reino, o qual estamos dentro dele, não é dos homens, mas do Senhor. Só faz parte dele quem satisfaz as exigências do Senhor. Quem está dentro do reino do Senhor, exerce certo poder. Poder este que Jesus Cristo deixou bem claro para Pilatos em (João 19:10-11), "Disse-lhe, pois, Pilatos: Não me falas a mim? Não sabes tu que tenho poder para te crucificar e tenho poder para te soltar? Respondeu Jesus: Nenhum poder terias contra mim, se de cima não te fosse dado; mas aquele que me entregou a ti maior pecado tem". Entendemos que todo o poder na terra, seja qual for, emana e vem de Deus. Jesus Cristo é a Verdadeira Autoridade! Tem o Verdadeiro Poder! O verdadeiro Reino, o Reino Eterno, como Ele mesmo disse em (Mat. 28:18) "E, chegando-se Jesus, falou-lhes, dizendo: É-me dado todo o poder no céu e na terra". O reino babilônico, de Nabucodonosor, foi grande; todavia findou! O reino Medo-Persa, do rei Ciro, foi maior, durou séculos; entretanto, acabou! O reino Grego, de Alexandre, o Grande, foi maior geograficamente; no entanto, durou apenas alguns anos, se desfez! O Império Romano, dos Césares, foi o maior de todos geográfico e por séculos; mas findou e afundou! O Império francês, de Napoleão, foi muito grande, entretanto, se desfez, durou pouco! Todos viraram pó! Só resta a história deles! No entanto, o Reino do Senhor Jesus Cristo já tem milênios, está aí, firme e continuará para sempre. Chegará o momento que o Senhor Jesus reinará absolutamente sobre todos os governos da terra, nos mil anos de Apocalipse. O Reino do Senhor Jesus Cristo é Eterno. Todos os salvos pelo o Senhor Jesus Cristo reinarão com Ele como nos diz em (II Tim. 2:12) "Se sofrermos, também com ele reinaremos; se o negarmos, também ele nos negará”. O que (Apoc. 5:10) concorda: “E para o nosso Deus os fizeste reis e sacerdotes; e eles reinarão sobre a terra”. Bem como (Apoc. 20:6) “Bem-aventurado e santo aquele que tem parte na primeira ressurreição; sobre estes não tem poder a segunda morte; mas serão sacerdotes de Deus e de Cristo, e reinarão com ele mil anos”. E (Apoc. 22:5) "E ali não haverá mais noite, e não necessitarão de lâmpada nem de luz do sol, porque o Senhor Deus os ilumina; e reinarão para todo o sempre”.

NONO PRINCÍPIO: O RECONHECIMENTO E A SUBMISSÃO AO PODER SOBERANO DE DEUS, (V.13).

A palavra grega para descrever o Poder de Jeová é (δύνᾰμαι – dynamai) e derivadas, trazem a ideia de poder intrínseco, absoluto, potência e soberano. Poder físico, espiritual ou natural. Isto é, o poder inerente da pessoa de Deus. Ele é o detentor de todo o poder. É o poder majestoso e onipotente manifestado através de milagres e poder transcendental. O pode sem igual que é capaz a tudo. Falar de Deus é falar de poder sobrenatural; e falar de poder sobrenatural e falar de Deus. São inseparáveis. O texto de (Mat. 28:18) fala do poder de Jesus Cristo igual ao poder de Deus-Pai. Vejamos o que o Senhor Jesus Cristo respondeu a Pilatos quando disse a Jesus que tinha o poder de soltá-lo ou de condená-lo a morte, em (João 19:1) "Respondeu Jesus: Nenhum poder terias contra mim, se de cima não te fosse dado; mas aquele que me entregou a ti maior pecado tem”. Esta palavra grega se refere somente ao poder de Deus, já que para falar do poder dos homens é usada outra palavra que será motivo de citação mas a frente. Portanto, ao orarmos ao Senhor Deus precisamos crer e ter em mente que Ele tem o poder para nos responder o que estamos pedindo. Se não atender é porque não é de sua vontade soberana para nós. O grego bíblico quando se refere ao poder humano usa a palavra (ἔξουσία – exousia) e suas derivadas, que falam do poder menor infinitamente do que o poder de Deus. Por outro lado, o crente vive no poder de Deus e de Cristo, (II Cor. 6:7; 13:3-4), protegido de todos os poderes cósmicos. Há uma palavra em hebraico que não se acha no Antigo Testamento, que é (רָסוּט – rãsut) que era usada nas escolas dos rabinos para descrever um governo mundial, de maneira especial o império romano sendo daqui de baixo e distingue do governo celestial, o lá de cima, governo este que não deriva da divindade. Diz Colin Brown, O Novo Dicionário Internacional de Teologia do Novo Testamento, (1983), p. 580, “os rabinos estavam lutando contra a doutrina dos dois poderes aos quais os pensadores e exegetas dualísticos e gnósticos atribuíam a criação do mundo [...] Tais pontos de vista foram condenados como heresias, pois constituíam perigo contra o monoteísmo judaico”. Já na comunidade de Qumran, no início do Cristianismo, a palavra rãsut não é encontrada nos escritos da comunidade, mas está presente a ideia do poder dominante do diabo e do poder das trevas, que no final estes dois poderes serão destruídos pelo poder do Arcanjo Miguel. Apesar de o poder de satanás ser muito grande e comandar uma legião de anjos maus e decaídos, o texto bíblico de (Jó 1:12 e 2:6) afirma que esse poder é limitado pelo poder de Deus. (RUSSELL, 2008, P.311).

Para concluir este tópico cabe a nós escolhermos qual poder queremos dominando sobre nós, o poder do Deus todo poderoso, (I Cron.29:11-12), ou o poder do diabo e das travas. A escolha é nossa. Escolhe o poder do Deus todo poderoso.

DÉCIMO PRINCÍPIO: A ORAÇÃO É PARA A GLÓRIA DO SENHOR, V.13.

Há vários textos bíblicos que falam da glória do Senhor Deus, mas citaremos apenas dois textos que são (Êxodo 40:34-35 e Levítico 9:23-24). A palavra hebraica para descrever a glória de Jeová é (כָּבוֹד – kâbôd). Significa a manifestação luminosa e gloriosa manifestação de Deus. Glória esta que se manifestava em forma de nuvem, coluna de fogo, fumaça e uma nevoa branca e espeça, com o fim de revelar aos homens o Deus Todo-Poderoso para convencer os incrédulos. Há uma outra palavra hebraica que é (שְכִנַח - Shekinah), mas não se encontra na Bíblia, todavia usada pelos rabinos que seu significado principal é Deus habitando em meio a seu povo, mas também traz a ideia de a glória de Deus manifestada aos homens. Maiores detalhes veja link , A “Shekiná” de Deus está aqui. “Shekiná”? A Shekinah é representada pela nuvem, como lemos em (Êxodo 40:34-35): “Então a nuvem cobriu a tenda da congregação, e a glória do SENHOR encheu o tabernáculo; De maneira que Moisés não podia entrar na tenda da congregação, porquanto a nuvem permanecia sobre ela, e a glória do SENHOR enchia o tabernáculo”. A palavra em grego para glória que é empregada somente para o Senhor Deus é (δόξα – dóxa), esplendor e enaltecer a grandiosidade do Soberano Deus, jamais é empregada para os homens que para os quais se usa a palavra time. A palavra dóxa ainda traz a ideia de honrar o que podemos redundar em honrar quem já é honrado e que não depende das honras dos homens para se sentir honrado. Glória esta que o crente verdadeiro participa dela, (João 8:17, 18 e 21; I Cor. 2:7; II Cor. 4:17) e tantos outros textos. Diz Colin, (1978), p. 312 que “A glória se revela no céu, mas seu alvo é a transfiguração do mundo criado e da humanidade. Este acontecimento se realiza na criação transformada. É significante que a glória escatológica aparece numa revelação do céu (Mt 24:39; Fp 3 20 e segs.; Cl 3:4; Ap 21:10-11)”. Tem o sentido também de adoração e cultuar, no Novo Testamento, como em (Rom. 1:21). Portanto, a oração para ser oração verdadeira ela tem que glorificar, honrar, dignificar o Deus majestoso e esplendoroso. Queremos terminar a nossa reflexão resumindo o que foi dito: Tornemo-nos primeiro filhos de Deus para depois chamarmos Deus de pai, com o desejo sincero de irmos para o céu para depois nos referimos ao Deus que está nos céus, bem como, a disposição de buscarmos a santificação no Senhor Jeová para qualificarmos a entrar em sua presença; e buscando o Reino do Senhor em primeiro lugar para as nossas vidas, como sendo a vontade soberana de Iavé para o nosso viver, em que não deixa faltar o pão nosso de cada dia, nos perdoando na proporção em que temos a disposição em perdoarmos os que nos ofendem e nos livrando das tentações do inimigo de nossas vidas que quer a nossa derrota. Ninguém está livre da tentação. A tentação não é para o nosso fracasso, mas para provar a nossa fidelidade para com o Senhor. O Senhor mesmo manda que oremos, que vigiemos para não cedermos a tentação. Resta saber o seguinte: Estamos nós orando e vigiando como nos mandou o Senhor? Estamos orando sem cessar? Queremos convidar você a fazer este propósito, agora, enquanto ainda há tempo, enquanto estamos com vida, pois uma vez mortos, sela-se o destino eterno. Vamos fazer, agora, este propósito para as nossas vidas? Reconhecendo o poder soberano do Senhor sobre a nossa vontade glorificarmos a Ele com o nosso viver, atitudes, louvor e adoração ao Único que é digno, O Senhor Jesus, o Senhor da Glória. "Todos estes perseveravam unanimemente em oração e súplicas, com as mulheres, e Maria mãe de Jesus, e com seus irmãos." (Atos 1:14).

Autor: Pastor Flávio da Cunha Guimarães

Bibliografia:

1 - BOYER, Orlando S. Pequena Enciclopédia Bíblica. 7ª Ed. Editora Vida, Miami Flórida USA, 665 p.

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3 - BROWN, Colin. O Novo Dicionário Internacional de Teologia do Novo Testamento. Trad. de Gordon Chown. 1ª Ed. Vol. III, São Paulo, ed. Sociedade Religiosa Edições Vida Nova, 1982, 812 p.

4 - CHAMPLIN, Russell Norman. Enciclopédia de Bíblia Teologia e Filosofia. Vol. III. Ed. Hagnos, 9ª Edição, 2008, São Paulo, 935 P.

5 - HARRIS, R. Laird; Gleason L. Archer Junior e Bruce K. Waltke. Dicionário Internacional de Teologia do Antigo Testamento. Tradução de Márcio Loureiro Redondo; Luiz A. T. Sayão e Carlos Osvaldo C. Pinto. 2008, Ed. Vida Nova, São Paulo, 1789 p.

6 - JUNIOR, Luder Whitlock. Bíblia de Estudo de Genebra. São Paulo e Barueri. Cultura Cristã e Sociedade Bíblica do Brasil, 1999, 1728 p.

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8 - OLIVEIRA, Marcelo Ribeiro de. Bíblia Sagrada Versão Digital 6.7 Freewere. 2014. Disponível em: < http://www.baixaki.com.br/download/a-biblia-sagrada-versao-digital.htm>. Acesso em: 15 dez. 2014.

9 - RIENECKER, Fritz e Cleon Rogers. Cheve Linguistica do Novo Testamento Grego. Trad. De Gordon Chown e Júlio Paulo T. Zabatiero. 1985, Ed. Sociedade Religiosa Edições Vida Nova, São Paulo, 639 p.

10 - SCHOLZ, Vilson e Roberto G. Bratcher. Novo Testamento Interlinear Grego – Português. 1ª Edição. Barueri, SBB, 2008, 979 p.

11 - SHEDD, Russell Philip. Bíblia Vida Nova. Traduzida por João Ferreira de Almeida. Editora: S. R. Edições Vida Nova, 2ª Ed. São Paulo, 1978, A T 929 p.



12 - TAYLOR, William Carey. Introdução ao Estudo do Novo Testamento Grego: Dicionário. 6ª Edição. Rio de Janeiro, JUERP, 1980, 247 p.


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