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dezembro 19, 2018

PRESENTEAR NO NATAL

PRESENTEAR NO NATAL

Mat. 2:1-12

Por quantos anos os presentes de natal que recebemos e damos tem durado?"

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Acessada em: 19/12/2018

Presentear nessa época do ano, entre outras datas, tornou-se tradição costumeira e quase um sacrilégio para os que não presenteiam. Presentear e ser presenteado é muito bom. Faz amizade, estreita e aproxima mais outras e marca vidas daqueles que admiramos e amamos. Mas quando visitamos e presenteamos alguém no Natal, ou mesmo em outra data, visitamos e presenteamos com qual objetivo? Prova de nossa amizade e amor pela pessoa presenteada, ou porque queremos a amizade e o amor da pessoa a quem presenteamos?

A maneira certa de presentear alguém, não é para angariar o amor, a amizade, a simpatia e a aprovação da pessoa presenteada, mas para demonstrar o nosso afeto, carinho, admiração e amor pela pessoa a quem estamos presenteando, e o valor que ela tem para nós. Por isso, ao darmos presentes a alguém, devemos demonstrar a nossa boa-vontade, consideração, amor e o valor que ela tem para nós, assim como e a mesma boa-vontade que Deus demonstrou para com os homens, enviando seu Filho ao mundo para sofrer as nossas dores. Se assim não for, as pessoas não acreditarão em nossa sinceridade, amizade e amor por elas.

Mas uma coisa devemos saber, acima das pessoas a quem amamos e que são importantes para nós, há o Senhor Deus, o doador da vida, pois se não fosse Ele não estaríamos aqui para presentear a quem amamos e admiramos. Ele para nós, deve ser a pessoa mais importante. Todavia, ao nosso ver, para muitos, os homens a quem presenteamos são mais importantes do que o Senhor Deus. Devemos ter boa-vontade, para com Deus-Pai assim como temos boa-vontade para com os homens, por que a sua boa-vontade é para sempre para conosco. Por que os presentes que recebemos dos homens duram por um tempo curto, já o presente que devemos dar a Deus, as nossas vidas e o presente que recebemos DELE, a salvação, são para sempre.

A visita e os presentes, entretanto, que os magos e sábios do Oriente, fizeram e levaram para o menino Jesus, não foi por amizade e amor, mas por divina revelação. Os magos não sabiam da existência do nascimento de Jesus Cristo. Não conheciam os seus pais. Souberam, porque Deus a eles revelou o nascimento através da estrela. O objetivo dos magos e sábios eram dois:

1 – Adorarem, o que de fato fizeram, Versos. 2,11 e

2 – Abrirem uma poupança ou tesouro para o menino Jesus com a doação dos presentes, Mat. 2:11.

A pergunta é: Jesus Cristo precisava de poupança ou tesouro, sendo Ele o herdeiro e dono do universo? Mat. 28:18, Col. 1:15-17 e Heb. 1:2. Será que precisava que alguém abrisse um tesouro para Ele? Precisava Ele de riquezas sendo o criador, sustentador e dono de todo o universo? Por quantos anos durou os presentes que Jesus Cristo recebeu? Eu não sei por quanto tempo durou o ouro, o incenso e a mirra, não há relatos na Bíblia e nem na história, mas uma coisa sei, é que, não duraram até os nossos dias e se tivessem durado, com certeza seriam idolatrados. Mais uma coisa sei, é que, os presentes levados a Jesus não chegavam, jamais, ao valor do presente que recebemos de Deus, a vida, o Próprio Jesus e a salvação. Presentes estes que durarão para sempre! Sei também que, entre o nascimento de Jesus Cristo e os presentes levados a Ele, pelos sábios, Jesus Cristo já tinha meses de nascido. Não estava mais na manjedoura e no estábulo, V.11, visto que magos entraram na casa e não na manjedoura. Entre o nascimento do Filho de Deus e os presentes a Ele levados, Jesus já havia recebido a visita dos pastores de Belém, Luc. 2:8-20. Nessa visita dos pastores de Belém nenhuma exaltação foi feita aos humanos, mas somente a quem de direito, a Deus Pai e a Jesus Cristo, o Filho.

1º – Apareceu a glória do Senhor, Luc. 2:9.

2º – O exército celestial louvou a Deus e não aos homens, Luc. 2:13.

3º – Glorificou a Deus Pai, Luc. 2:14.

4º – Os pastores foram ao encontro e para verem o Filho de Deus e não por causa e para verem José e Maria.

5º – Após 8 dias de nascido fora levado ao templo, a casa do Senhor para ser dedicado e consagrado a Jeová e para ser circuncidado. Para a purificação da mãe, Luc. 2:21-24, para o cumprimento da Lei cerimonial, Êx. 13:2.

Os magos e sábios do Oriente, foram adorar e presentearem a Jesus, Mat. 2:11, o que serve de aprendizado para nós. Não foram presentear familiares, amigos e os pais de Jesus, Maria a mãe José como tutor. Não temos nada contra presentear alguém no Natal, mas ficar só nisso que é a nossa dificuldade. O homenageado do dia e a honra tem que ser a Jesus.

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Acessado em: 19/12/2018

A visita dos magos do oriente é o tipo de visita aos soberanos. As visitas aos soberanos eram acompanhadas de ofertas e dádivas. As dádivas eram: “ouro, para indicar a realeza (de Jesus Cristo); incenso, para indicar a divindade de Cristo [...]; e mirra, para indicar seus sofrimentos e sua morte”, (CHAMPLIM, 1980, P.281), essa é a interpretação mais aceita. Jesus Cristo ao ser sepultado recebeu a mirra, João 19:39; Mar. 16:1 e Luc. 24:1. Jesus Cristo nasceu com o status de rei e foi reconhecido pelos magos como sendo rei. Foi tratado e crucificado como criminoso, e dos piores; chamado de “rei dos judeus” de maneira zombeteira, para ressuscitar como Rei e ser reconhecido como tal, o Rei, não só dos judeus, mas Rei de toda a humanidade.

Nos diz Champlin, (1980), P.281, que diante deste relato, no decorrer dos anos, foram aparecendo lendas e estórias como a dos nomes dos magos: O que presenteou ouro seria Anoson; o que presenteou o incenso Alitar; e o que presenteou Mirra o Quissade. Ouro, incenso e mirra foram presentes que desapareceram no decorrer dos anos, que para o Senhor Jesus não foi de tão grande valor, mas o reconhecimento de que Ele é Rei e adorá-lo, isso é de muito valor. Portanto, vamos reconhecer o senhorio do Senhor Jesus em nossas vidas e vamos adorá-lo. Você quer fazer isso? Procure uma igreja e vai adorá-lo. A nossa vida transformada pelo o poder do Senhor adorando-o é o maior e melhor presente que podemos dar a Deus Pai. Ele quer muito, mais muito mesmo que recebamos o presente que Ele nos enviou, seu Filho Jesus, o Deus encarnado, do que darmos presentes uns aos outros. Ele quer como presente nosso as nossas vidas ofertadas a Ele em adoração. Ele quer que recebamos o presente que nos enviou, seu Filho Jesus e a salvação, que são presentes para a eternidade, não desgastarão, não envelhecerão e não serão roubados. Dar presente aos homens é muito bom e é ótimo! Mas darmos as nossas vidas ao Senhor e receber DELE a salvação é muito melhor! A salvação é para a eternidade! Presentei ao Senhor Deus, dando a sua vida e receba DELE o presente mais valioso do planeta, a salvação neste Natal. Nos diz Broadman, Vol. 8, (1983), P. 120, que: "Embora ignorado por alguns e rejeitado por outros ele é a alegria dos que, como os magos, o encontram".

Autor: Flávio da Cunha Guimarães

Contatos com o autor para enviar-lhe sugestões ou críticas, faça-o por e-mail que aí está

Bibliografia


1 - ALLEN, Clifton J. Editor geral. Comentário Bíblico Broadman - Novo Testamento. Trad. de Adiel Almeida de Oliveira. V. 8. Ed. JUERP, Rio de Janeiro, 1983, 484 P.

2 - BOYER, Orlando S. Pequena Enciclopédia Bíblica. 7ª Ed. Editora Vida, Miami Flórida USA, 665 p.

3 - CHAMPLIN, Russell Norman. O Novo Testamento Interpretado Versículo por Versículo. Vol. I. Editora Milenium Distribuidora Cultural LTDA, 1ª Edição, São Paulo, 1980, 806 P.

4 - OLIVEIRA, Marcelo Ribeiro de. Bíblia Sagrada Versão Digital 6.7 Freewere. 2014. Disponível em: . Acesso em: 15 dez. 2014.

5 - RIENECKER, Fritz e Cleon Rogers. Chave Linguística do Novo Testamento Grego. Trad. De Gordon Chown e Júlio Paulo T. Zabatiero. 1985, Ed. Sociedade Religiosa Edições Vida Nova, São Paulo, 639 p.

abril 29, 2017

O NATAL DE JESUS CRISTO DA HISTÓRIA NA HISTÓRIA

O NATAL DE JESUS CRISTO DA HISTÓRIA NA HISTÓRIA
Autor: Pastor Flávio da Cunha Guimarães

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Acessada em: 20/12/2016

Este post tem como objetivo, esclarecer os leitores, que Jesus Cristo não nasceu dia vinte e cinco de dezembro, como usualmente se comemora, pois nesse período é inverno rigoroso na Palestina e os pastores estariam recolhidos com os rebanhos em locais cobertos e fechados, como as baias e não estariam nos campos como descreve o Evangelho de Jesus Cristo, em que Lucas escreveu, (2:8-20). Se não podemos saber o dia de seu nascimento, pelo menos podemos achar aproximadamente o mês em que Ele nasceu. No entanto, o mais importante não é sabermos o dia do nascimento de Jesus Cristo, mas sabermos que Ele nasceu. E as provas de que Ele nasceu são vastas, tanto na ´Bíblia bem como a literatura secular. Isso basta e é o suficiente.

Partindo dos relatos bíblicos que estão adiantes, concluímos que o nascimento de Jesus Cristo se deu entre maio a julho de nosso calendário, portanto, no verão de Canaã.

Antes, porém, de tratarmos de quando Jesus Cristo nasceu, vejamos o Jesus Cristo da história. O Jesus da história começa em (Gên. 3:15). Jeová está falando da vinda de Jesus Cristo para derrotar a serpente que é o Diabo, (Ap. 12:9 e 20:2). Bem como o (Sal. 22:1,16 e 18) que é uma referência claríssima sobre Jesus Cristo que se cumpriu em sua crucificação, (Mat. 27:35, 46 e João 20:25). Em se tratando de (Isaías. 7:14) o que se cumpriu em (Mat. 1:23 e Luc. 1:27), bem como (Isaías. 9:6-7) está se falando de Jesus Cristo. Quando lemos (Zac. 9:9) retrata a entrada triunfal de Cristo em Jerusalém, o que se cumpriu literalmente em (Mat. 21:5-7). Jesus Cristo entrou em Jerusalém em um jumentinho porque era o animal que simbolizava a paz, assim como o cavalo era o símbolo da guerra.

Vimos acima o Jesus Cristo da história, agora queremos fazer uma abordagem do Jesus Cristo na história. Em (Luc. 1:26-38) o anjo anuncia a Maria que ela engravidará e dará à luz um filho, sendo ela ainda virgem, que se chamará de Jesus e será filho do Altíssimo, o que se cumpriu em (Luc. 2:1-7).

O Jesus Cristo na história fazendo história na vida das pessoas. Quando lemos (Luc. 2:8-20) encontramos os pastores tendo uma visão em que lhes aparece um anjo trazendo novas de grande alegria, louvores celestiais como os pastores que vão a Belém, voltam louvando e glorificando ao Senhor. Além disso, (Mat. 2:1-12) diz que uns magos saíram do Oriente para Jerusalém, para visitarem o Jesus que nascera como Rei dos judeus, trazendo presentes para um rei que era “ouro, incenso e mirra”. O Jesus Cristo na história nasce com o status de Rei, que é o cumprimento do (Sal. 132:11-12). O Jesus Cristo na história perturbou o rei Herodes e alvoroçou a cidade de Jerusalém com ele, o que é descrito em (Mat. 2:3). O Jesus Cristo na história atraiu e atrai multidões a Ele, o que Ele mesmo disse em (João 12:32) e o que descreve (Mat. 21:8-11). Quando admoestado pelos fariseus em (Luc. 19:39-40) que mandasse a multidão parar de louvar com entusiasmo e alegria, a resposta foi que se eles parassem, as pedras clamariam. O Jesus Cristo na história, alvoroçou a cidade inteira, além dos milhares que vieram de outras cidades e regiões, para a Festa da Páscoa. Ele foi capaz de mudar a rotina e dar outro rumo a festa ao ser crucificado, (Mat. 27:24; Luc. 23:18). O Jesus Cristo na história dividiu o calendário em antes e depois de Cristo, o que nenhum outro líder nascido na forma humana foi capaz de fazer.

A GERAÇÃO E O NASCIMENTO DE JESUS CRISTO DA HISTÓRIA NA HISTÓRIA

A fecundação se deu assim de acordo com os relatos bíblicos. Os sacerdotes serviam no templo, divididos em vinte e quatro turnos. Cada turno por uma semana. Zacarias estava no turno de Abias, (Luc. 1:5), a turma de Abias era a oitava semana conforme (I Cron. 24:10). O ano judaico religioso começava com a Páscoa no mês de Abibe ou Nisã (Êx. 23:15; Deut. 16:1; Neem. 2:1 e Et. 3:7), que corresponde os nossos meses de março-abril. A oitava semana se dava mais ou menos no meado de Abril. O mês que Isabel engravidou é incerto, mas de acordo com (Luc. 1:24) que fala “depois desses dias”, que eram os dias que Zacarias estava ministrando no templo e o anjo apareceu a ele anunciando o nascimento de João, o Batista. Dias no greto (ἡμέρας – hemeras), significa um dia, o intervalo entre o nascer e o pôr do sol. O intervalo de vinte e quatro horas, abrangendo dia e noite. Depois desses dias, são alguns dias e não alguns meses. Isso significa que não foi um período longo para Isabel engravidar. Portanto, Isabel engravidou ainda no mês de Abibe ou Nisã = (Março-Abril) nosso, ou no máximo no mês de Zive ou Ijar, (Abril-Maio) nosso. Se contarmos os meses de Abibe, Zive, Sivã, Tamuz, Abe o sexto se dará no mês de Elul = Agosto-Setembro nosso. Se contarmos a partir do mês de Zive, Sivã, Tamuz, Abe, Elul o sexto mês se dará em Etanim, que corresponde Setembro-Outubro nosso. Se Maria engravidou seis meses após a gravidez de Isabel, (Luc. 1:26,36) sua prima, o que se dará no mês de Elul ou Etanim que são os meses de (Agosto-Setembro ou Setembro-Outubro) nosso. Se contarmos nove meses a partir de Elul = Agosto-Setembro, logo, nove meses após, ou seja, o nascimento de Jesus Cristo se deu no mês de Sivã = Maio-Junho nosso. Se contarmos os nove meses a partir do mês de Etanim = Setembro-Outubro nosso, o nascimento do Senhor Jesus Cristo se deu no mês de Tamuz = Junho-Julho nosso. Então, o Senhor Jesus nasceu no final da primavera ou início do verão em pleno calor de Canaã e no final de nosso outono para o início do inverno.

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Acessada em: 20/12/2016

Apesar que as pessoas, de um modo geral, se preocupam mais com o dia do nascimento do Senhor Jesus, do que com o mês e o ano. Todavia, o ano do nascimento de Cristo que foi estabelecido, está errado mais ou menos de quatro a seis anos antes de Cristo. Pelos estudos sobre a morte de Herodes, o Grande; o Eclipse lunar que ocorreu em doze ou treze de março do ano 750 da fundação de Roma; a data que o Monge Dionísio Exíguo já no sexto século d C, encarregado pelo papa João I (470-526) para compilar o calendário cristão para a Páscoa. Naquele tempo a data era calculada com base no Calendário juliano e a contagem era feita a partir do início do reinado do Imperador romano Caio Aurélio Valério Diocleciano, um perseguidor ferrenho dos cristãos. Ele governou cerca de 284 a 305 d C. Para achar o ano zero do nascimento de Cristo, podemos dizer que ele errou por 4 a 6 anos aproximadamente porque não observou que o Imperador CAIO JÚLIO CÉSAR OTÁVIO AUGUSTO, que reinou de 43 a C a 14 d C e reinou absoluto de 27 a C a 14 d C. Em seu reinado é que nasceu o Senhor Jesus Cristo. TIBÉRIO CLÁUDIO NERO, seu filho que o substituiu, reinou de 14 a 37 d C, portanto, em seu reinado aconteceu a crucificação do Senhor Jesus. Só que ele começou a reinar quatro anos antes da morte do pai, pois ficara enfermo e Dionísio Exíguo, baseou a data na morte do imperador para o início do reinado do filho. O papa Gregório XIII (1502-1585) não satisfeito ainda com o calendário existente em seus dias, fez com que “convocasse o jesuíta e matemático germânico Christoph Clavius (1537-1612) para verificar e corrigir os cálculos do calendário cristão/juliano, criando então o nosso atual calendário, também chamado de calendário gregoriano (1582), destinado a corrigir o calendário juliano/cristão, que então acumulava uma diferença de dez dias. No final do século XIX, quando a contagem cronológica da História pelo sistema Dionísio Exíguo já estava difundida e uniformizada pelo mundo, descobriu-se um erro de cálculo de 4 a 6 anos para trás. Como parece ser fidedigna a data da morte de Herodes (4 a. C.) na contagem gregoriana, alguns historiadores afirmam que Jesus, seguramente, nasceu antes desta data, e frequentemente são encontrados textos dando como data do nascimento do fundador do cristianismo dois anos antes (6 a. C.)”, Autor? Disponível em: http://www.dec.ufcg.edu.br/biografias/DionisiM.html. Acessado em: 16/12/2016. O ano provável do nascimento de Cristo, de acordo com o calendário de fundação de Roma, é 746 a 749. Jesus nasceu no final da primavera ou verão de Canaã de 746 a 749, no ano 4 ou 5 a C. Isto é, antes do ano zero que estabeleceu. Portanto, o nosso calendário não é 2016, mas 2020 ou 2021.

Ainda que o Evangelho de Jesus Cristo que Lucas escreveu, (Luc. 2:2) diz que foi o primeiro recenseamento, o que é um acréscimo aos originais, o que incluiu o acréscimo pode ter se equivocado, pois à história secular e os escritores pagãos afirmam que houve três recenseamentos nos anos de: 726, 746, e 767 de Fundação de Roma. Quirino governou a Síria por duas vezes, o primeiro governo foi de 10 a 7 a C, quando se deu o primeiro recenseamento. O segundo reinado foi no ano 5 d C quando decretou o pagamento dos impostos, daí o recenseamento. Logo, foi em seu segundo reinado que Jesus Cristo nasceu.

Esclarecido, pois, os assuntos obscuros acima, passemos a considerar que a maior parte dos cristãos se interessa mais pelo dia do nascimento de Jesus do que pelo ano. Não é possível determinar com certeza o dia, o mês e o ano de seu nascimento; mas com certeza não é dia 25 de Dezembro, pois é inverno muito rigoroso na Palestina e os pastores não estariam em campo aberto ou nas montanhas à noite com os rebanhos, pelo contrário, os rebanhos estariam encurralados no período de novembro a março. Há várias datas sugeridas pelos autores antigos: Clemente de Alexandria que nasceu cerca de 150 d C e morreu cerca de 215-217 d C, diz que é vinte de maio. Tertuliano que viveu entre 160 a 220 d C, a coloca vinte de abril. Watson e Allen dizem que se fosse possível afirmar uma data do nascimento de Jesus Cristo, seria no verão ou no início de outono de 749 do calendário romano, data essa que estamos de acordo. WATSON e ELLEN, 1979, P. 231-234)

Lucas conta à história do nascimento de Cristo da perspectiva de Maria, o Filho de Deus da linhagem do rei Davi. Mateus tem o propósito apologético ao relatar o nascimento de Jesus. Ele queria amenizar a calúnia judaica de que Jesus Cristo nascera como filho ilegítimo, (Jo. 8:41). Mateus quer mostrar o cumprimento da profecia de Isaías acerca do nascimento virginal, o que Maria não continuou virgem para sempre, (Mat. 1:25; Luc. 2:7; Mar. 3:31-32; Mat. 13:55-56; Atos 1:14 e Gál. 1:19), com o devido esclarecimento. Quando a Bíblia usa a palavra “Unigênito”, Ela se refere a Jesus Cristo como o Único filho de Deus. Quando Ela usa a palavra “primogênito”, Ela está se referindo o primeiro filho de vários outros filhos. É o caso de (Mat. 1:25; Luc. 2:7; Rom. 8:29 e Heb. 11:28). Para isso conferimos o que dizem (João 1:14,18; 3:16,18; Heb. 11:17 e I João 4:9).

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Acessada em: 20/12/2016

Os Magos ou sábios do Oriente, (Mat. 2:1) talvez fossem astrólogos Persas ou indianos, visto que vieram do oriente. Eram três? A Bíblia não diz. Eram mais do que um, mas não se sabe quantos. Diz à tradição que eram três: Gaspar, Melchior e Baltazar. Cada um trouxe um presente: Ouro, Incenso e Mirra para o Rei. Quanto à estrela dizem ser uma conjunção de Saturno e Júpiter. Outros dizem ser um cometa. Nós, porém, preferimos crer que foi um fenômeno sobrenatural.

O mais importante não é sabermos o dia, o mês e o ano em que Jesus Cristo nasceu, mas sabermos que Ele nasceu. Tanto é verdade que Ele nasceu que o Jesus Cristo da história na história, não só mudou a história da humanidade. O calendário. Algumas nações. Mas o principal é que Ele mudou a história da vida de milhões e milhões de pessoas no decorrer dos séculos. Ele mudou a história de minha vida de um pecador condenado para um pecador redimido pelo seu precioso sangue, (I João 1:7), amém!

Bibliografia

1 – BOYER, Orlando S. Pequena Enciclopédia Bíblica. 7ª Ed. Editora Vida, Miami Flórida USA, 665 p.

2 – CHAMPLIN, Russell Norman. Enciclopédia de Bíblia Teologia e Filosofia. Vol. I. Ed. Hagnos, 9ª Ed. São Paulo, 2008, 1039 P, P. 596-600.

3 – _______________________. Vol. II. Ed. Hagnos, 9ª Ed. São Paulo, 2008, 995 p, p. 718-721.

4 – MOULTON, Harold K. Léxico Grego Analítico. Trad. Everton Aleva de Oliveira e Davi Miguel Manço. Ed. Cultura Cristã, São Paulo, 2007, 460 p.

5 – SCHOLZ, Vilson e Roberto G. Bratcher. Novo Testamento Interlinear Grego – Português. 1ª Ed. Barueri, SBB, 2008, 979 p.

6- WATSON, S. L. e William Edson Allen. Harmonia dos Evangelhos. Revisado por William Edson Allen e A. Ben Oliver. 5ª Ed. Rio de Janeiro, JUERP, 1979, 267 p.

dezembro 25, 2015

NATAL, AFINAL O QUE É NATAL?

NATAL, AFINAL O QUE É NATAL?

Para falarmos o que é Natal, primeiro gostaríamos de pensar e de refletirmos o que não é Natal, para assim valorizarmos verdadeiramente o que é e o sentido do Natal.

1 - Não é Natal o que está acontecendo no Oriente Média. Nos países como no Iraque, em Israel, na Líbia, na Palestina e principalmente na Síria. Uma guerra civil em que está destruindo o país, deixando-o em petição de miséria, em que o povo está destruindo o próprio país e a população, por um lado um regime de ditadura de Bashar al-Assad e por outro lado um grupo religioso extremado, chamado de Estado Islâmico provocando uma situação caótica em que milhares estão morrendo como vítimas da guerra civil, outros milhões estão fugindo, deixando tudo para trás e os que estão fugindo, milhares estão morrendo afogados na travessia do Mar Mediterrâneo para a Grécia e Europa, de fome e em campos de refugiados. Este não é o espírito e a mensagem do verdadeiro Natal. Veja o Vídeo de acordo com o link abaixo.
https://www.youtube.com/watch?v=8ZN75IeJJlo


2 - Não é do espírito de Natal o atentado que aconteceu em Paris, França, no dia 13 de novembro de 2015, em que morreram 130 pessoas de várias nacionalidades e mais de 350 feridos. Isso não é Natal porque a mensagem do mesmo não é de violência, de tristeza, de morte, de vingança e desesperança; mas de paz, de alegria, de esperança, de amor e de muito amor. Este, sim, é o espírito de Natal. O link do vídeo abaixo demonstra em parte o desespero do atentado em Paris.

https://www.youtube.com/watch?v=nY5IhoEe-SQ

3 - Não é Natal o que está acontecendo em nosso país querido, o Brasil. Tantas mentiras, enganações, falsidade, corrupção, ganância pelo poder, roubo, não só de coisas materiais através de canetadas, como o aumento de impostos e etc, assinando decretos e leis que estão nos assaltando; mas o roubo das imateriais que são a paz, a certeza, a esperança de dias melhores. Ninguém tem certeza neste país, a não ser o certeza que estamos caminhando cada vez mais para dias difíceis e piores. Este estado instalado no país não é o espírito de Natal. O espirito de Natal nos enche de paz, de esperança, de certeza de dias melhores, de solidariedade e de justiça, foi o que os anjos anunciaram, aos pastores, que eram desprezíveis que não serviam nem para testemunhas diante de um processo jurídico, mas que foram os que receberam o anjo do Senhor com uma mensagem celestial como vemos em (Luc. 2:8-20), cheia de esperança de dias melhores que os encheram de alegria e louvores ao Deus criador de todas as coisas.

https://www.youtube.com/watch?v=kAU6n1kiMfg

4 - Não é Natal o correr para as lojas para comprarem e endividarem-se, passando o ano seguinte atribulados, mal humorados tentando administrarem as dívidas. o Natal de Jesus não fala de ninguém se endividando, nem trocando presentes, mas apenas de visitas, primeiro dos anjos aos pastores, depois dos pastores ao menino Jesus. Dois anos após os magos do Oriente trouxeram ao menino Jesus e ofertaram-lhe ouro, incenso e mirra, (Mat. 2:11). Percebemos que não foram os homens que receberam os presentes, mas o menino Jesus, presentes geralmente dados ao filho de um rei foi o que Ele recebeu.

5 - Não é Natal o ir ao supermercado, encher o carrinho de comida, bebida, comer com ansiedade, embriagar-se, passar mal, brigar, causar confusão, as vezes até morte, no dia que era para ser de alegria terminar em profunda tristeza para familiares e milhares de pessoas. Este não é o verdadeiro espírito de Natal de Jesus.

O QUE É, AFINAL, O NATAL?

6 - O Natal é o presente de Deus para a humanidade carente e decepcionada diante de tantas mazelas, catástrofes, violência, guerras, sofrimento dos exploradores, desesperançosa diante de líderes corruptos e sem escrúpulos em busca de paz, de esperança, de consolo, de direção e de um líder que é capaz de trazer o que a humanidade mais precisa, a verdade que a ela é negada por interesses econômicos, comerciais, poder, interesses religiosos e políticos. O Natal tem essa mensagem que a humanidade tanto precisa e quer como vemos em (Is. 9:6-7) que nos diz: "Porque um menino nos nasceu, um filho se nos deu, e o principado está sobre os seus ombros, e se chamará o seu nome: Maravilhoso, Conselheiro, Deus Forte, Pai da Eternidade, Príncipe da Paz. Do aumento deste principado e da paz não haverá fim, sobre o trono de Davi e no seu reino, para o firmar e o fortificar com juízo e com justiça, desde agora e para sempre; o zelo do SENHOR dos Exércitos fará isto". Isaías já falava para uma humanidade sem paz cerca de 700 anos antes de Cristo. Presente este que o Senhor espera em troca que demos a Ele o nosso coração, como Ele pede em (Prov. 23:26) "Dá-me, filho meu, o teu coração, e os teus olhos observem os meus caminhos", para que o Senhor Jesus possa nascer em nós.

7 - O Natal é a manifestação da Glória de Deus, aos homens, na pessoa de seu filho unigênito como vemos em (Luc. 2:9), que diz: "E eis que o anjo do Senhor veio sobre eles, e a glória do Senhor os cercou de resplendor, e tiveram grande temor". Glória esta que convenceu Moisés de ser incapacitado de exercer a tarefa a qual o Senhor o incumbira e que só foi capaz pela intervenção divina direta em sua vida, (Ex. 3:11). Que convenceu o povo hebreu da presença do Senhor Deus no decorrer do deserto enquanto estava em rumo a terra prometida, (Num. 12:11). Que convenceu o profeta Isaías que era pecador, (Is. 6:5), mas a solução para o pecado estava no Próprio Deus que o perdoou e o purificou de seus pecados.

8 - O Natal são as boas novas de Deus para a humanidade, como testificamos em (Luc. 2:10), que diz: "E o anjo lhes disse: Não temais, porque eis aqui vos trago novas de grande alegria, que será para todo o povo". Boas novas se referem ao Evangelho de Cristo. Ao perdão. A salvação que Ele nos proporciona que é para todo o povo. Por outro lado só são agraciados com a salvação os que creem e recebem ao Senhor Jesus como salvador, (Jo. 1:12).

9 - O Natal é a alegria de Deus adentrando na vida de cada ser humano como salvador e Senhor de nossas vidas, fazendo com que essa alegria seja grande e duradoura, (Luc. 2:10). Alegria esta que contagiou os pastores no campo, levando-os até Belém ao encontro com o Filho de Deus. Encontro este que contagiou de tal maneira que voltaram glorificando, louvando a Deus por verem Jesus nascido e por confirmarem tudo o que o anjo lhes disse, (Luc. 2:15,20).

10 - O Natal fala de salvação, (Luc. 2:11). Não nasceu nenhum outro ser para salvar no lugar de Jesus Cristo e não nascerá! Nem mesmo para ajudá-lo em tal tarefa! O texto citado acima é claríssimo, se não vejamos, "Pois, na cidade de Davi, vos nasceu hoje o Salvador, que é Cristo, o Senhor". O salvador nasceu para que nós nascemos espiritualmente em Cristo. Para que sejamos regenerados de nossos pecados nELE.

Concluindo: O sentido verdadeiro do Natal se perde quando perdemos de vista os ensinamentos de seu Evangelho. Quando nos apegamos a subterfúgios como não sabemos a data certa de seu nascimento. Isso não é mais importante do que Ele ter nascido, não importa que dia e que mês nasceu. O importante é que nasceu. Não importa se o país está quebrado moral, espiritual e economicamente para os que estão em Cristo, pois o Senhor Deus não obedece a lógica, a matemática, a economia e as crises humanos, Ele é o Senhor é pode mudar qualquer cenário, por mais caótico que seja. É capaz de trazer paz em meio ao caos. Você crê nisso?

https://www.youtube.com/watch?v=OIFp3B_8aCA

Pr Flávio da Cunha Guimarães

Bibliografia

Bíblia de Estudo de Genebra. São Paulo e Barueri. Cultura Cristã e Sociedade Bíblica do Brasil, 1999, 1728 p.


Bíblia Vida Nova. Traduzida por João Ferreira de Almeida. Editora: S. R. Edições Vida Nova, 2ª Ed. 1978, São Paulo.

BOYER, Orlando S. Pequena Enciclopédia Bíblica. 7ª Ed. Editora Vida, Miami Flórida USA, 665 p.

OLIVEIRA, Marcelo Ribeiro de. Bíblia Sagrada Versão Digital 6.7 Freewere. 2014. Disponível em: < http://www.baixaki.com.br/download/a-biblia-sagrada-versao-digital.htm>. Acesso em: 15 dez. 2014.

RIENECKER, Fritz e Cleon Rogers. Cheve Linguistica do Novo Testamento Grego. Trad. De Gordon Chown e Júlio Paulo T. Zabatiero. 1985, Ed. Sociedade Religiosa Edições Vida Nova, São Paulo, 639 p.
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